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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Estado dos Estados Unidos convocou nesta quinta-feira o embaixador iraquiano Nizar Jirulá "para expressar a veemente condenação do governo norte-americano aos atrozes ataques terroristas" perpetrados por milícias iraquianas pró-iranianas "contra pessoal e instalações diplomáticas dos Estados Unidos", na sequência do que o departamento denunciou como uma “emboscada” ocorrida nesta quarta-feira “contra diplomatas americanos em Bagdá”.
“O subsecretário de Estado, Christopher Landau, convocou hoje (quinta-feira) o embaixador iraquiano Nizar Jirulá para expressar a veemente condenação do governo dos Estados Unidos aos atrozes ataques terroristas perpetrados por milícias ligadas ao Irã a partir do território iraquiano contra pessoal e instalações diplomáticas americanas, incluindo a emboscada de 8 de abril contra diplomatas americanos em Bagdá”, diz o comunicado assinado pelo porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott.
Esses ataques, denunciou o “número dois” de Marco Rubio, “somam-se a centenas de atentados nas últimas semanas contra cidadãos americanos, instalações diplomáticas e interesses comerciais, bem como contra países vizinhos do Iraque, instituições iraquianas e civis, inclusive na região do Curdistão iraquiano”.
Landau, aponta o referido comunicado, “reconheceu os esforços das Forças de Segurança iraquianas para responder a esses ataques terroristas”, mas, ao mesmo tempo, criticou sua “incapacidade” de “preveni-los”, denunciando também que “alguns elementos ligados a ele continuam a oferecer cobertura política, financeira e operacional às milícias”.
O subsecretário de Estado, que poderia estar se referindo à grande coalizão de milícias pró-iranianas do país, as Forças de Mobilização Popular (FMP) — firmemente enraizadas no aparato de segurança nacional —, alertou que a situação que denuncia “prejudica a relação entre os Estados Unidos e o Iraque”.
Por fim, o segundo no comando da diplomacia norte-americana ressaltou ao embaixador iraquiano que “os Estados Unidos não tolerarão ataques contra seus interesses” e que espera que o Executivo iraquiano “tome imediatamente todas as medidas necessárias para desmantelar os grupos milicianos alinhados com o Irã no Iraque”.
A conversa entre Landau e Jirulá, cujo gabinete não se pronunciou a respeito, ocorreu logo após o próprio Departamento de Estado norte-americano ter condenado o ataque perpetrado esta semana ao Consulado do Kuwait em Basora, no sul do Iraque, que aconteceu depois que um projétil atingiu a localidade matando cinco pessoas, atribuindo a responsabilidade pelo mesmo às milícias pró-iranianas presentes em território iraquiano.
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