Publicado 27/02/2026 00:09

Os EUA contam com dois cidadãos entre os indivíduos do barco envolvido em um tiroteio em águas cubanas.

Archivo - Arquivo - HAVANA, 12 de janeiro de 2026 — Um carro antigo circula por uma avenida em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Havana, capital de Cuba, em 11 de janeiro de 2026. O presidente cubano Miguel Diaz-Canel afirmou no domingo que Cuba é
Europa Press/Contacto/Hua Jin¡aiernandesi

MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos um dos indivíduos mortos e outro dos feridos na embarcação americana envolvida em um tiroteio com as forças de segurança de Cuba em águas territoriais do país caribenho eram americanos, segundo um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, apesar de as autoridades cubanas terem afirmado que os dez envolvidos eram cubanos residentes nos Estados Unidos.

“Pelo menos duas pessoas” das dez que estavam a bordo da embarcação eram americanas, segundo declarou à Europa Press um porta-voz da diplomacia norte-americana, que também indicou que “uma terceira pessoa tinha um visto K-1”, destinado a cidadãos estrangeiros noivos de uma pessoa americana.

O porta-voz, que indicou que outros dos envolvidos “poderiam ser residentes permanentes legais” no país norte-americano, afirmou que o proprietário do barco, registrado nos Estados Unidos, “alegou que um funcionário o havia roubado”. Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossío, identificou nesta quinta-feira, em um comunicado, os dez indivíduos: Cristian Ernesto Acosta Guevara, Conrado Galindo Serrior, José Manuel Rodríguez Castelló, Leordán Cruz Gomez, Amijail Sánchez González, Roberto Álvarez Ávila, Pavel Alling Peña, Michael Ortega Casanova, Ledián Padrón Guevara e Héctor Duani Cruz Correa, sendo os quatro últimos os falecidos.

O “número dois” do Ministério das Relações Exteriores precisou, além disso, que Amijail Sanchez e Leordán Cruz, dois dos feridos, constam de uma lista — “compartilhada com os Estados Unidos” — de pessoas procuradas por Havana por “atos de terrorismo”.

No documento, Fernández de Cossío afirma que o Ministério das Relações Exteriores solicitará a Washington informações sobre os dez indivíduos a bordo da embarcação que, segundo o texto, transportava um grande arsenal de armas composto por fuzis de assalto, coquetéis molotov, equipamentos de assalto, coletes à prova de balas, bem como baionetas, roupas de camuflagem e munições de diversos calibres.

Nesse contexto, o vice-ministro, que rejeitou que se trate de “um ato isolado”, alegando que Cuba “tem sido vítima de agressões e de inúmeros atos terroristas há mais de 60 anos”, assinalou, apesar das tensões entre Havana e Washington, que “as autoridades do governo norte-americano se mostraram dispostas a cooperar no esclarecimento destes lamentáveis acontecimentos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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