BRUXELAS 27 ago. (EUROPA PRESS) -
O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos para Assuntos Políticos, Elbridge Colby, classificou nesta quinta-feira como “extraordinário” o progresso alcançado pelos aliados europeus para compensar o reajuste militar de seu país na Europa, ao constatar que “já estão assumindo” a responsabilidade por sua própria defesa convencional.
“A Europa, que obviamente é um continente muito rico, pode assumir e já está assumindo a responsabilidade principal por sua própria defesa convencional”, afirmou o “número dois” do Pentágono em declarações à imprensa ao lado do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, após se reunir com representantes dos 32 Estados-membros da Aliança.
Colby destacou que, “graças” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao chefe da Aliança, a Europa alcançou um “progresso extraordinário” até o momento para assumir o controle de sua defesa após o reajuste militar de Washington na Europa, que voltou a ser denominado de “OTAN 3.0”.
Durante o dia, ele participou de uma reunião do Conselho do Atlântico Norte, evento ao qual compareceu, segundo ele mesmo afirmou, com “espírito de consulta e compromisso” com seus aliados, ouvindo-os sobre como aumentaram os gastos totais com defesa e como estão preenchendo as lacunas deixadas pela revisão das capacidades militares do governo Trump.
Nesse sentido, destacou especialmente os “investimentos extraordinários” realizados por governos como os da Polônia, Alemanha e Países Baixos, e expressou seu desejo de que “outros” aliados se juntem a esse esforço nos próximos meses.
O subsecretário de Defesa dos Estados Unidos acrescentou que a Europa continua sendo “um continente” de “interesse crucial” para seu país, apesar da atenção que Washington também dedica ao hemisfério ocidental e a outras regiões do mundo, como o Indo-Pacífico.
Por sua vez, Rutte quantificou esse esforço, apontando que, em 2025, os aliados europeus e o Canadá terão investido 139 bilhões de dólares (cerca de 120 bilhões de euros) a mais em defesa do que nos anos anteriores — um aumento que, segundo ele, “continua em andamento”, embora “ainda haja muito mais a ser feito”.
O secretário-geral acrescentou que “a mesma” tendência de aumento do compromisso é observada tanto no desenvolvimento de capacidades militares quanto na presença de europeus em cargos de liderança dentro da estrutura de comando da OTAN.
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