Europa Press/Contacto/Abbas Shirmohammadi - Panora
MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos concedeu residência permanente a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e condenado a quatro anos de prisão por obstrução à justiça, no âmbito do processo por golpe de Estado contra seu pai, conforme informou o jornalista brasileiro Paulo Figueiredo.
Figueiredo, pessoa de confiança do clã Bolsonaro e acusado por sua suposta participação no golpe de Estado, parabenizou Eduardo em suas redes sociais pela concessão do “green card”, nome pelo qual é conhecido o documento que permite residir e trabalhar legalmente nos Estados Unidos.
“Você merece! Aqui, na terra dos livres, você está protegido. Continuaremos lutando juntos para que o Brasil não tenha mais exilados e para que nosso povo também se liberte do jugo desse regime”, disse ele, explicando que a residência foi concedida a Eduardo por suas “habilidades extraordinárias”.
Nesse sentido, Figueiredo agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao restante do governo americano por terem tornado isso possível. “Que cheguem mais boas notícias!”, expressou o blogueiro, residente nos Estados Unidos e neto do ditador brasileiro João Figueiredo.
Eduardo Bolsonaro foi condenado há pouco mais de um mês a quatro anos de prisão, em regime semiaberto, e a mais oito anos de inelegibilidade para exercer cargo público por coação contra a justiça brasileira, no âmbito do processo por golpe de Estado contra seu pai, que cumpre pena de 27 anos de prisão.
A sentença sustenta que Eduardo liderou, a partir dos Estados Unidos, uma trama para obstruir o processo contra seu pai. Isso inclui as tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras, a suspensão de vistos para membros do governo e as sanções contra o juiz do Supremo e relator do caso, Alexandre de Moraes.
Segundo a mídia brasileira, Eduardo Bolsonaro teria solicitado essa documentação há mais de um ano, mas só neste mês é que ela lhe foi concedida. O filho do ex-presidente afirmou que agora se sente “seguro” e que os “abusos” do juiz De Moraes nos Estados Unidos “não valem nada”.
“Só posso agradecer ao governo Trump por sua consideração. Acompanhei o processo, cumpri os requisitos e agora o resultado chegou. Vim para os Estados Unidos com a intenção de passar apenas alguns dias e acabei tendo que me exilar devido à perseguição no Brasil”, afirmou em declarações ao site Metrópoles.
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