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MADRID 18 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades dos Estados Unidos comemoraram nesta sexta-feira a decisão do Reino Unido de designar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e o grupo Harakat Ashab al Yamin al Islamiya (HAYI) no âmbito de sua nova Lei de Segurança Nacional, considerando que isso reforça a resposta às atividades atribuídas a Teerã.
“Os Estados Unidos acolhem com satisfação a medida do Reino Unido de designar o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e o Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya no âmbito de sua nova Lei de Segurança Nacional”, afirmou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em um comunicado.
O porta-voz denunciou ainda que “as tentativas do Irã de matar, sequestrar, perseguir e intimidar nos Estados Unidos, no Reino Unido e em todo o mundo são deploráveis e minam a soberania nacional e as normas internacionais”.
Nesse sentido, Pigott reiterou o compromisso de Washington de manter a coordenação com seus aliados para responder a esse tipo de ameaça e exigir que Teerã assuma suas responsabilidades. “Continuaremos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros para promover a prestação de contas pelo terrorismo apoiado pelo Irã em todo o mundo”, concluiu.
Essas declarações do porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos ocorreram depois que o governo do Reino Unido propôs, nesta segunda-feira, incluir a Guarda Revolucionária do Irã em uma lista de grupos que poderão ser perseguidos com novos poderes, uma vez que serão equiparados a serviços de inteligência estrangeiros no âmbito da Lei de Segurança Nacional, em uma iniciativa para responder às atividades de grupos apoiados por Estados estrangeiros, em meio ao que considera uma onda de ataques por parte de grupos apoiados pelo Irã ou pela Rússia.
Tudo isso após os ataques reivindicados pelo HAYI contra locais ligados às comunidades judaica e israelense, mas também contra dissidentes iranianos no Reino Unido.
Mais especificamente, essa decisão se traduz em maiores competências das autoridades britânicas para combater as atividades relacionadas a ameaças estatais realizadas por esses grupos.
“Os novos crimes de apoio e assistência a essas organizações poderão acarretar penas de até 14 anos de prisão”, informou Londres a esse respeito, esclarecendo que agora a justiça “não precisará mais comprovar, em cada caso, a existência de um vínculo com uma potência estrangeira”.
Dessa forma, agiliza-se o início de processos criminais contra pessoas que realizem ataques em solo britânico, garantindo uma maior prestação de contas de acordo com a legislação de segurança nacional, que prevê penas de “até prisão perpétua”.
O governo do Irã, por sua vez, rejeitou essa medida do Reino Unido, um passo que classificou como “injustificado” e “irresponsável”, e criticou o fato de Londres tomar essa medida “com base em alegações infundadas sobre segurança”, enquanto “acolhe e apoia redes e grupos terroristas e violentos”, antes de adiantar que se reserva o direito de adotar medidas em resposta à decisão do Executivo britânico.
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