Publicado 01/07/2026 21:43

Os EUA classificam o grupo equatoriano Chone Killers como organização terrorista

Quito agradece a designação do grupo, que Marco Rubio acusa de “ajudar os cartéis mexicanos”

Archivo - Arquivo - O presidente do Equador, Daniel Noboa, com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio
PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo

MADRID, 2 jul. (EUROPA PRESS) -

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a designação do grupo criminoso equatoriano Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) e Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT), ao qual atribuiu “inúmeros ataques” contra civis, agentes e funcionários do governo”, ao mesmo tempo em que destacou a aliança em matéria de segurança entre o governo de Donald Trump e o governo do Equador.

“O Departamento de Estado dos Estados Unidos designa o Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira e Terrorista Global Especialmente Designado”, afirma o comunicado divulgado pelo Departamento, que atribui a essa “gangue equatoriana (...) inúmeros ataques contra civis, agentes da lei e funcionários do governo, incluindo assassinatos de alto perfil de funcionários públicos”.

O órgão diplomático, que lembrou que a gangue surgiu como uma facção de Los Choneros — também designada como organização terrorista estrangeira — antes de se separar em 2020, ressaltou que o governo Trump continuará sua “colaboração com o Equador e o presidente Daniel Noboa” com o objetivo de “proteger” o hemisfério ocidental, “mantendo as drogas ilícitas fora” de suas ruas e “interrompendo as fontes de financiamento de narcoterroristas violentos”.

Por sua vez, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou nas redes sociais, após anunciar a designação dos Chone Killers como “gangues equatorianas” por, supostamente, “ajudarem cartéis mexicanos a transportar e exportar drogas ilícitas para financiar o terrorismo e atividades criminosas”.

Menos de uma hora após a publicação, o Ministério das Relações Exteriores do Equador citou suas palavras para agradecer “o firme apoio dos Estados Unidos à decisão do presidente Daniel Noboa de manter uma luta frontal contra as organizações criminosas”, em alusão velada ao “conflito armado interno” declarado pelo presidente há duas semanas.

Em seguida, ele mencionou o envio de “pessoal estrangeiro” de “países cooperantes” que teriam “imunidade” nas operações realizadas nesse contexto. Noboa atribuiu então esse envio a “meses de trabalho”, mas “especialmente” a uma “última reunião no Pentágono”, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, com cujas autoridades ele reforçou notavelmente seus laços em matéria de segurança.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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