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MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Tommy Pigott, afirmou nesta segunda-feira que a crise humanitária em que se encontra a ilha de Cuba é “consequência direta do regime cubano”, ao qual classificou de “incompetente”, além de ter defendido que “houve exceções dentro do embargo” imposto por Washington contra Havana há décadas.
“A crise humanitária que estamos vendo na ilha é resultado direto do regime cubano, de seu modelo econômico que não funciona e de sua própria incompetência”, afirmou Pigott em entrevista à rede NBC.
Em seguida, o porta-voz retomou algumas palavras proferidas anteriormente pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nas quais o alto funcionário afirmava que “a única coisa pior do que um comunista é um comunista incompetente”.
Afirmando que “os Estados Unidos estão do lado do povo cubano”, Pigott destacou que Washington “prometeu até 100 milhões de dólares (cerca de 86,9 milhões de euros) em ajuda, além da assistência prestada após o furacão Melissa”, ocorrido em 2025. Essa ajuda, acrescentou ele, deverá ser canalizada “por meio de terceiros, como a Igreja Católica, em colaboração com paróquias locais para que a ajuda chegue diretamente às pessoas que precisam”.
“Sempre houve exceções dentro do embargo para que alimentos e medicamentos pudessem chegar à população”, defendeu o porta-voz, garantindo que o que “preocupa” a Casa Branca é que o governo cubano, em sua opinião, se dedique a “saquear os recursos do povo cubano para encher os próprios bolsos”.
Essas declarações ocorrem em um dia em que a ilha caribenha sofreu um novo apagão, o segundo em menos de 24 horas. Tudo isso, por sua vez, insere-se em um contexto em que, às seis décadas de embargo, somou-se um bloqueio energético no início do ano que provocou, em algumas ocasiões, a paralisação total do abastecimento.
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