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Washington justifica a operação por motivos de segurança nacional e destaca o papel de Doha como parceiro estratégico na região
MADRID, 2 maio (EUROPA PRESS) -
Os Estados Unidos autorizaram a venda de armamento avançado ao Catar no valor de cerca de mil milhões de dólares (cerca de 920 milhões de euros), no âmbito da sua estratégia para reforçar aliados-chave no Oriente Médio, num contexto marcado pela instabilidade regional, que não tem parado de aumentar desde o início da ofensiva norte-americana-israelense contra o Irã, em 28 de fevereiro passado.
Conforme informado pelo Departamento de Estado em uma notificação enviada ao Congresso, a operação prevê o fornecimento de sistemas avançados de armas de precisão (APKWS), juntamente com diversos equipamentos militares e apoio logístico, com um custo estimado de 992,4 milhões de dólares (cerca de 923 milhões de euros).
O governo dos Estados Unidos destacou que esta transação responde a objetivos de “política externa e segurança nacional”, ao mesmo tempo em que sinalizou que a medida visa reforçar a capacidade defensiva de um parceiro considerado fundamental na região.
Especificamente, o Catar solicitou a aquisição de 10.000 unidades do sistema APKWS II, além de lançadores ar-ar, motores de foguete, ogivas de alto explosivo e de treino, espoletas de proximidade, bem como documentação técnica e serviços de apoio logístico e de engenharia fornecidos tanto pelo governo dos Estados Unidos quanto por contratados.
O Departamento de Estado indicou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, invocou uma cláusula de emergência para autorizar imediatamente a venda, ao considerar que ela atende aos interesses da segurança nacional dos Estados Unidos, o que permitiu isentar o processo da revisão ordinária do Congresso.
Na mesma linha, Washington insistiu que esta operação “contribuirá para a política externa e a segurança nacional dos Estados Unidos, ajudando a melhorar a segurança de um parceiro regional estratégico” e destacou que o Catar “tem sido, e continua sendo, uma força importante para a estabilidade política e o progresso econômico no Oriente Médio”.
Além disso, ressaltou que o fornecimento desse material permitirá a Doha enfrentar ameaças atuais e futuras, reforçar sua defesa e atuar como elemento dissuasor na região, sem alterar “o equilíbrio militar básico”.
O contrato principal será assumido pela empresa BAE Systems, com sede nos Estados Unidos, e não implicará o envio adicional de pessoal americano ao território do Catar, conforme esclareceu o governo americano.
Esta decisão se soma a outros anúncios recentes de vendas de armamento por parte de Washington a seus aliados na região, em um momento de crescente tensão geopolítica.
Sem ir mais longe, a Casa Branca já aprovou, entre meados e o final de março, “possíveis” vendas de armamento às autoridades do Kuwait, dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia, por um valor superior a 15 bilhões de dólares (cerca de 12,8 bilhões de euros), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, garantindo já na época que o Departamento assegurou que nenhuma das três vendas propostas teria “impacto negativo em (sua) capacidade de defesa”.
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