GOBIERNO DE HAITÍ - Arquivo
MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - O governo dos Estados Unidos apoiou nesta sexta-feira o primeiro-ministro do Haiti, Alix Didier Fils-Aimé, depois que a maioria dos membros do Conselho Presidencial de Transição (CPT) pediu sua destituição, a praticamente duas semanas do término do mandato desse órgão.
O secretário de Estado, Marco Rubio, conversou durante o dia com Fils-Aimé “para reafirmar o apoio dos Estados Unidos à estabilidade e segurança do Haiti”, enfatizando “a importância de seu mandato como primeiro-ministro para combater as gangues terroristas e estabilizar a ilha”.
“A violência atual causada pelas gangues só pode ser detida com uma liderança firme e consistente e com o apoio total do povo haitiano”, diz um comunicado do porta-voz adjunto do Ministério das Relações Exteriores, Tommy Pigott.
Rubio sublinhou que o CPT deve ser dissolvido antes de 7 de fevereiro, tal como estava previsto, mas “sem que atores corruptos tentem interferir no caminho do Haiti para um governo eleito (pelo povo) para seu próprio benefício”. “O líder do Haiti deve priorizar a estabilidade do país”, acrescentou.
Por fim, o secretário de Estado garantiu que “os Estados Unidos garantirão que os políticos corruptos que apoiam gangues violentas e cometem atos terroristas no Haiti paguem um alto preço”. No início de 2024, uma onda de violência abalou o Haiti, levando o então primeiro-ministro, Ariel Henry, a apresentar sua renúncia. Entre críticas e após vários anos de instabilidade, ele havia assumido o cargo em 2021, após a morte do presidente Jovenel Moise em sua residência oficial às mãos de um grupo de indivíduos armados. Desde então, um Conselho Presidencial de Transição governa com o objetivo de realizar a tarefa de pacificação e criar um Conselho Eleitoral Provisório para organizar as primeiras eleições em uma década. A presença de um contingente internacional tem se mostrado, até o momento, ineficaz para conter a atividade das gangues.
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