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MADRID, 23 jan. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos comemorou nesta quinta-feira a “ousada iniciativa” do governo iraquiano de acolher em prisões em seu território prisioneiros do Estado Islâmico que permaneciam detidos sob custódia das forças curdo-árabes no nordeste da Síria, após a transferência de 150 combatentes do grupo terrorista para instalações iraquianas.
“Os Estados Unidos acolhem com satisfação a iniciativa do governo do Iraque de deter os terroristas do Estado Islâmico em instalações seguras no Iraque, após a recente instabilidade no nordeste da Síria”, afirmou o Departamento de Estado em um comunicado, destacando a “liderança” e a “ousada iniciativa” de Bagdá para garantir que os combatentes não possam “circular livremente” pela região.
O departamento diplomático americano, que reconheceu que o Iraque está “na linha de frente no combate” ao grupo jihadista, garantiu que os prisioneiros “não iraquianos” permanecerão no país “temporariamente” e, nesse sentido, instou os países com cidadãos entre os combatentes presos a “assumirem sua responsabilidade e repatriarem seus cidadãos (...) para que enfrentem a justiça”. “Trata-se de uma parte fundamental de um quadro de longo prazo para evitar o ressurgimento do Estado Islâmico, em consonância com a repartição adequada da carga entre os membros da Coalizão”, salientou o Departamento dirigido por Marco Rubio.
Estas declarações surgem após a transferência, por parte do Exército dos Estados Unidos, de 150 combatentes do Estado Islâmico que permaneciam detidos numa prisão na província de Hasaka, guardada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), embora até 7.000 mais possam ser transferidos para instalações iraquianas, de acordo com o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM). O enviado da administração de Donald Trump para a Síria, Thomas Barrack, encerrou um dia antes o apoio militar às FDS na luta contra o Estado Islâmico, em favor das autoridades de transição no país, e instou à integração das forças curdo-árabes no Estado sírio.
O governo sírio declarou nesta quarta-feira como “zonas restritas” o campo de deslocados de Al Hol e as prisões que abrigam combatentes do Estado Islâmico na província síria de Hasaka, após a retirada das FDS do território em virtude do acordo assinado com o governo liderado pelo presidente de transição, Ahmed al Shara.
O acordo determina que, em troca da cessação imediata da ofensiva do Exército sírio no nordeste do país, tanto a Administração Autônoma do Norte e do Leste da Síria (AANES) quanto as FDS reconhecerão “a transferência administrativa e militar imediata e completa das governadorias de Deir Ezzor e Raqqa para o governo sírio e a integração de todas as instituições civis da governadoria de Hasaka nas instituições e estruturas administrativas do Estado sírio”.
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