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MADRID 17 maio (EUROPA PRESS) -
A Casa Branca informou neste domingo sobre uma série de acordos alcançados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, incluindo um consenso de que “o Irã não pode possuir armas nucleares”, a desnuclearização da Coreia do Norte e acordos comerciais.
“Os dois líderes concordaram que o Irã não pode ter armas nucleares, solicitaram a reabertura do Estreito de Ormuz e concordam que não se pode permitir que nenhum país ou organização cobre pedágios”, explicou a Presidência dos Estados Unidos em referência às conversas entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Quanto à Coreia do Norte, Xi e Trump “confirmaram seu objetivo comum de desnuclearizar a Coreia do Norte”, uma expressão habitualmente utilizada na forma “desnuclearização da península coreana” para incluir a Coreia do Sul, embora, neste caso, mencione apenas a Coreia do Norte.
No plano comercial, Washington destaca que Trump “negociou uma série de compromissos que aumentarão os empregos bem remunerados nos Estados Unidos e abrirão mercados para os produtos dos Estados Unidos”.
A China comprará 200 aeronaves Boeing para as companhias aéreas chinesas, produtos agrícolas no valor de 17 bilhões de dólares anuais em 2026, 2027 e 2028, renovará as licenças para a exportação de mais de 400 frigoríficos e se empenhará em suspender todas as restrições às indústrias de carne dos Estados Unidos. Também retomará a importação de aves, desde que as autoridades comprovem a ausência de gripe aviária.
“A China resolverá as preocupações dos Estados Unidos quanto ao déficit na cadeia de abastecimento de terras raras e outros minerais críticos, tais como o ítrio, o escândio, o neodímio e o índio”, explicou a Casa Branca. Também “resolverá as preocupações dos Estados Unidos quanto à proibição e às restrições à venda de terras raras e ao processamento de equipamentos e tecnologias”.
Além disso, foi acordada a criação de dois órgãos para “otimizar a relação econômica bilateral: o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimentos EUA-China”.
Esses acordos “históricos (...) melhorarão a estabilidade e a confiança nas empresas e nos consumidores em todo o mundo”, destacou o comunicado da Casa Branca.
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