Publicado 06/02/2026 02:09

Os EUA anunciam uma ajuda de mais de cinco milhões de euros para Cuba

HAVANA, 26 de janeiro de 2026 — Dois jovens passam por uma parede pintada com o retrato de Che Guevara, em Havana, Cuba, em 26 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Jiang Biao

MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que destinará uma ajuda de seis milhões de dólares (pouco mais de cinco milhões de euros) a Cuba, que será administrada pela Igreja Católica, em meio à crise na ilha diante da falta de hidrocarbonetos e das ameaças do presidente Donald Trump de forçar uma negociação com Havana.

“Aproveitando o sucesso da recente aliança com a Igreja Católica e a Caritas, o governo Trump anuncia uma ajuda adicional de seis milhões de dólares para o povo cubano”, afirmou o Departamento de Estado em um comunicado, indicando que esse montante se soma a outros três milhões de dólares (cerca de 2,5 milhões de euros) entregues anteriormente.

O departamento liderado por Marco Rubio indicou que a ajuda será enviada de Miami por meio de pacotes que, uma vez na ilha, serão “entregues por representantes das paróquias locais”. “Este método tem se mostrado muito eficaz para garantir que o regime cubano falido não possa interferir ou desviar a ajuda destinada à população carente da ilha”, defendeu.

Nesse sentido, advertiu as autoridades cubanas para que não façam “nenhum esforço para interferir na prestação dessa ajuda vital”, garantindo que permanecerá “vigilante para detectar qualquer desvio ou obstáculo aos esforços de ajuda dos Estados Unidos”.

“O regime terá que prestar contas aos Estados Unidos e ao seu próprio povo por qualquer interferência”, acrescentou, antes de afirmar que Washington “está disposta a aumentar ainda mais o apoio direto ao povo cubano”.

O anúncio chega em um dia em que o presidente do país centro-americano, Miguel Díaz-Canel, se mostrou favorável ao diálogo com os Estados Unidos, embora tenha colocado como condição que essas conversas sejam realizadas “sem pressões” e respeitando a soberania e a independência da ilha caribenha.

Esta semana, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, mostrou-se “extremamente preocupado” com a situação humanitária no país caribenho, dada a necessidade deste importar petróleo, uma situação agravada em janeiro deste ano com a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, o que também implicou o corte do fluxo de hidrocarbonetos deste país para Cuba.

A isso se soma o fato de que o inquilino da Casa Branca advertiu que imporá novas tarifas a todos os países que enviarem petróleo para Havana, alegando o suposto apoio a organizações terroristas e potências estrangeiras por parte do Executivo de Díaz-Canel, que rejeitou essas acusações.

Nesse novo cenário, vários países, organizações e figuras como o Papa Leão XIV pediram diálogo, enquanto as autoridades chinesas confirmaram o envio de ajuda e o governo do México garantiu sua disposição de prestar assistência humanitária a Cuba.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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