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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra “várias entidades, indivíduos e embarcações” que acusa de “facilitar as atividades desestabilizadoras” do governo do Irã, poucas horas após anunciar o início da ofensiva comercial contra a República Islâmica.
“Os Estados Unidos tomaram medidas contundentes contra diversas entidades, indivíduos e embarcações que facilitam as atividades desestabilizadoras do regime iraniano”, afirma o comunicado de imprensa do Departamento de Estado, assinado por seu porta-voz, Thomas Pigott.
Entre essas atividades, segundo o comunicado, estão incluídos “ataques contra as forças americanas e seus aliados na região, aquisição ilícita de armas, invasões cibernéticas na infraestrutura americana e o tráfico de produtos energéticos cuja venda financia o terrorismo em nível global”.
As sanções são direcionadas, por um lado, “contra oficiais militares iranianos responsáveis pela aquisição de armas e pela coordenação de ataques contra militares norte-americanos e parceiros regionais, entidades sediadas no Irã que coletavam informações de inteligência para atacar as forças norte-americanas e seus aliados, e uma rede de abastecimento que fornecia aos programas militares e de mísseis do Irã”.
Entre eles, conforme consta de um documento que detalha as sanções publicado paralelamente pelo Departamento de Estado, estão o comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi; o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, Hosein Majid Musavi Eftejari; o comandante do quartel-general de operações Jatam al Anbiya, Alí Abdolahi; o comandante do Exército iraniano, Amir Hatami; e o porta-voz do Ministério da Defesa, Rezsa Talaei Nik.
“Elas também visam um grupo cibernético liderado pelo regime, responsável por invasões em grande escala na infraestrutura crítica dos Estados Unidos”, acrescenta a diplomacia norte-americana, que se refere, no documento citado, ao “Comando Cibernético-Eletrônico da Guarda Revolucionária do Irã”.
Além disso, a medida afeta “um amplo grupo de transportadoras e agentes que movimentam petróleo iraniano, além de produtos petrolíferos e petroquímicos, através dos Emirados Árabes Unidos, da China, de Cingapura e da Europa, para financiar a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica — designada pelos Estados Unidos — e outros elementos do regime”, acrescenta a nota.
O anúncio dessas sanções, que conclui com “um apelo à comunidade internacional para que se una” a Washington “na tarefa de exigir que esses atores prestem contas”, ocorreu horas após o início da ofensiva comercial do governo Trump contra o Irã, no âmbito da qual o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou com sanções todos os países que mantêm laços comerciais com o país asiático, incluindo a China, a fim de alcançar um isolamento total da economia iraniana.
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