Publicado 22/07/2025 09:42

Os EUA anunciam sua decisão de se retirar novamente da UNESCO, dois anos depois de voltarem a participar da organização.

Washington diz que o órgão promove "causas sociais e culturais divisivas" e critica a admissão da Palestina

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Andrew Leyden/ZUMA Press Wire/dp / DPA

MADRID, 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira sua decisão de se retirar da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas dois anos depois de voltar a fazer parte da organização e em linha com a posição defendida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de abandonar diferentes acordos internacionais.

"Os Estados Unidos informaram hoje a diretora-geral Audrey Azoulay da decisão dos EUA de se retirar da UNESCO. Não é do interesse nacional dos Estados Unidos continuar envolvido na UNESCO", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, em uma declaração fornecida à Europa Press.

Ela disse que "a UNESCO trabalha para promover causas sociais e culturais divisivas e mantém um foco desproporcional nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma agenda globalista e ideológica para o desenvolvimento internacional que se choca com a política externa dos EUA", explicou.

Bruce observou ainda que "a decisão da UNESCO de admitir o 'Estado da Palestina' como um estado membro é altamente problemática, contrária à política dos EUA, e contribui para a proliferação da retórica anti-Israel dentro da organização".

Por esse motivo, ele disse que "a participação contínua dos EUA em organizações internacionais se concentrará na promoção dos interesses dos EUA com clareza e convicção", ao mesmo tempo em que enfatizou que essa decisão entrará em vigor em 31 de dezembro de 2026.

Apenas alguns minutos antes, a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, havia indicado que o presidente Trump havia decidido retirar o país da organização, que ela acusou de "apoiar o 'woke' e outras causas que são cultural e socialmente divisivas".

Kelly enfatizou que o presidente "sempre colocará os Estados Unidos em primeiro lugar". "Nossa participação em todas as organizações internacionais deve estar alinhada com nossos interesses nacionais", disse ele em sua conta na rede social X, onde anexou um artigo do The New York Post, ao qual deu a exclusiva sobre a decisão do presidente do país norte-americano.

A decisão está em linha com a tomada pelo próprio Trump durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, quando retirou os Estados Unidos da Unesco - além de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, entre outros tratados -, embora o ex-presidente Joe Biden tenha reintegrado Washington à organização.

Essa é a terceira vez que os Estados Unidos saem da UNESCO, depois da medida mencionada por Trump e da adotada em 1984 pelo então presidente, o republicano Ronald Reagan, uma pausa que durou até 2003, quando Washington retornou à organização sob o comando de George W. Bush.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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