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MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira uma nova política de restrição à concessão de vistos a membros de “grupos terroristas de extrema esquerda” e organizações “afins”, com o objetivo de “restringir” a entrada de “estrangeiros que financiem, recrutem, incitem ou facilitem” as “atividades” de “redes terroristas violentas e criminosas” dessa orientação ideológica.
“Hoje, o Departamento de Estado impôs novas restrições em matéria de vistos para impedir que terroristas de extrema esquerda entrem em nosso país”, destacou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em uma mensagem nas redes sociais, na qual afirmou que “os estrangeiros que financiam, incitam ou colaboram com terroristas de extrema esquerda são inimigos da nossa civilização e não são bem-vindos nos Estados Unidos”.
Especificamente, a medida visa membros de “grupos terroristas de extrema esquerda” e afins que tenham “apoiado ou incitado” a cometer “atos de terrorismo”; apoiado atividades criminosas violentas; participado de sabotagens econômicas; financiado, recrutado ou prestado apoio logístico a ações violentas ou criminosas cometidas por essas organizações; e/ou facilitado a convergência de redes terroristas dessa ideologia para perpetrar ações violentas.
Com essa política, destaca o secretário de Estado em comunicado à imprensa, busca-se “proteger” o país ao “restringir” a entrada de “estrangeiros que financiem, recrutem, incitem ou facilitem de qualquer outra forma as atividades de redes terroristas, violentas e criminosas de extrema esquerda”.
Para isso, será promovido o fechamento das “vias de obtenção de vistos” que, segundo afirmou o governo de Donald Trump, são “aproveitadas” por esses grupos para “ameaçar vidas americanas, minar a estabilidade econômica e coordenar ações violentas em território americano”.
“Os grupos terroristas de extrema esquerda e afins costumam utilizar redes sofisticadas e organizadas para perpetrar atos de violência como ferramenta política, com o objetivo de impor uma visão política extremista por meio de intimidação e campanhas coordenadas de terror”, destacou o Departamento de Estado.
Tudo isso, acrescenta o departamento de Rubio, se insere em uma “estratégia” que tem como “objetivo explícito” “minar os alicerces políticos das sociedades livres e autônomas, utilizando atentados a bomba, assassinatos e outras formas de terrorismo para silenciar a liberdade de expressão, limitar a oposição política, alterar os resultados das políticas e sabotar os processos políticos”.
Este anúncio ocorre logo após o governo dos Estados Unidos ter declarado, horas antes, que os Los Viagras e o Cartel de Juárez são organizações terroristas estrangeiras, devido aos seus “inúmeros” ataques, incluindo o “massacre” de nove pessoas de nacionalidade mexicana e norte-americana no estado mexicano de Sonora, no final de 2019.
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