Europa Press/Contacto/Cristobal Basaure Araya
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O Exército dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira sobre o envio do porta-aviões Nimitz para as águas do Mar do Caribe, em meio a uma escalada de tensões, pressões e ameaças contra Cuba e as autoridades da ilha.
“Bem-vindo ao Caribe, grupo de ataque do porta-aviões Nimitz!”, indicou o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual assegurou que o USS Nimitz “demonstrou sua destreza em combate em todo o mundo, garantindo a estabilidade e defendendo a democracia desde o Estreito de Taiwan até o Golfo Pérsico”.
Em seguida, o comando norte-americano destacou como “o paradigma da preparação e da presença, de alcance e letalidade sem igual, e da vantagem estratégica” o referido porta-aviões USS Nimitz, a unidade de aviação naval Ala Aérea Embarcada, o contratorpedeiro USS Gridley e o navio de abastecimento logístico USNS Patuxent.
Este anúncio ocorre em meio a um agravamento das trocas de declarações entre Washington e Havana, a ponto de, nesta mesma quarta-feira, logo após os Estados Unidos terem imposto novas sanções contra o governo da ilha, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, propôs ao povo cubano estabelecer uma “nova relação” direta, sem a tutela das autoridades da ilha, às quais acusou de “saquear bilhões de dólares”, por meio de empresas como o Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), um conglomerado de propriedade das Forças Armadas cubanas.
"Enquanto vocês sofrem, esses empresários têm 18 bilhões de dólares em ativos e controlam 70% da economia de Cuba (...) Tudo passa por suas mãos”, disse Rubio horas antes em uma mensagem em vídeo em espanhol publicada nas redes sociais, acrescentando que, em sua opinião, “a verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível nem alimentos (na ilha) é porque aqueles que controlam seu país saquearam bilhões de dólares, mas nada foi utilizado para ajudar o povo”.
A isso se soma a acusação, também nesta quarta-feira, por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, contra o ex-presidente cubano Raúl Castro pelo abate, em 1996, de dois aviões civis em águas internacionais pertencentes à organização de exilados cubanos Hermanos al Rescate, incidente no qual perderam a vida três americanos e um residente nos Estados Unidos.
Tal acusação foi interpretada pelo chefe do Executivo cubano, Miguel Díaz-Canel, como uma tentativa de “justificar” uma eventual agressão militar ao país caribenho, bem como uma “evidência” da “arrogância e frustração” que, segundo ele, “provoca nos representantes do império a inabalável firmeza da Revolução cubana e a unidade e força moral de sua liderança”.
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