Europa Press/Contacto/Lev Radin
MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O embaixador dos Estados Unidos junto à ONU, Michael Waltz, anunciou nesta quinta-feira que o governo Trump contribuirá com 1,8 bilhão de dólares (1,5 bilhão de euros) em assistência humanitária à ONU, após os profundos cortes promovidos por Washington na ajuda externa, que afetaram suas agências.
“Graças ao claro compromisso das Nações Unidas com as reformas e as conquistas alcançadas até agora, temos o prazer de anunciar (...) uma alocação adicional de 1,8 bilhão de dólares para ajuda humanitária”, afirmou ele em coletiva de imprensa ao lado do secretário-geral adjunto das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, e do subsecretário do Departamento de Estado, Jeremy Lewin.
Waltz afirmou que esses recursos permitirão salvar “mais vidas em todo o mundo”, mas também impulsionarão reformas para “alcançar eficiência, prestação de contas e um impacto duradouro”. “Ainda temos muito a fazer”, argumentou.
Nesse sentido, ele explicou que a ONU reduziu despesas gerais e desmantelou algumas missões de manutenção da paz que “se prolongaram demais”, como parte do plano impulsionado pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) para reformar o sistema de ajuda global.
“Existe uma narrativa na mídia que afirma que os Estados Unidos se desentenderam. Isso é absolutamente falso (..) Os números, não apenas os que anunciamos em dezembro, mas também os que anunciamos hoje, permitirão que mais centavos de cada dólar cheguem às pessoas necessitadas”, argumentou.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, comemorou o anúncio em um comunicado no qual garantiu que isso “permitirá que os trabalhadores humanitários prestem assistência vital a milhões de pessoas nas crises mais urgentes”.
Por sua vez, Fletcher indicou que a contribuição ocorre “em um momento crítico”, quando as operações humanitárias — devido a múltiplas crises — “correm o risco de ficar paralisadas”. “Isso contribui para estabilizar um sistema sob extrema pressão e reforça a abordagem do ‘Reinício Humanitário’ com uma priorização mais precisa, maior eficiência, coordenadores humanitários capacitados e maior prestação de contas”, afirmou.
Isso ocorre depois que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou em dezembro que o governo Trump havia fechado um acordo com as Nações Unidas para revisar sua contribuição financeira aos programas de ajuda humanitária da organização mundial.
Em virtude desse acordo, os fundos norte-americanos são canalizados por meio do OCHA, em vez de, separadamente, para cada agência da ONU, o que, na visão do governo Trump, economizará cerca de 1,9 bilhão de dólares “em comparação com modelos mais antigos e obsoletos de financiamento”. Os Estados Unidos também anunciaram uma primeira alocação de 2 bilhões de dólares.
A OCHA lançou em março uma iniciativa, sob o nome de “Reinício Humanitário”, que tinha como objetivo reformar o sistema internacional de ajuda humanitária, reduzindo a burocracia e priorizando medidas de resgate em situações de crise.
O plano foi adotado pelo OCHA após o rombo financeiro detectado, em parte, devido à decisão de Trump de desmantelar os programas de sua agência de ajuda internacional (USAID), bem como por suas mudanças drásticas na política externa.
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