Publicado 08/06/2026 08:12

Os EUA anunciam que as negociações entre Israel e o Líbano serão retomadas, apesar da quebra do cessar-fogo

8 de junho de 2026, Hebron, Cisjordânia, Território Palestino: Rastros de fumaça de mísseis iranianos lançados contra Israel são vistos no céu sobre a cidade de Hebron, na Cisjordânia, em 8 de junho de 2026. Sirenes de ataque aéreo soaram em várias cidade
Europa Press/Contacto/Mamoun Wazwaz

MADRID 8 jun. (EUROPA PRESS) -

O embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, anunciou que está prevista a retomada das negociações entre o Líbano e Israel na capital americana, Washington, apesar dos ataques perpetrados neste fim de semana pelo Exército israelense no sul de Beirute, uma violação do cessar-fogo renovado entre as partes que desencadeou um novo ataque do Irã em retaliação contra o norte de Israel.

"Está previsto que as negociações sejam retomadas em Washington. Gostaria de parabenizar a equipe de negociação libanesa, que é extremamente profissional e eficaz", afirmou Issa durante um encontro com o presidente libanês, Joseph Aoun, sem dar mais detalhes sobre a data da eventual reunião.

O embaixador destacou que a situação chegou a um “ponto sem volta”, observando que “o gelo foi quebrado” e que os esforços para ajudar o Líbano a sair da crise continuarão. "O que aconteceu envia uma mensagem política; nós, nos Estados Unidos, decidimos não permitir que as tensões aumentem ainda mais", argumentou.

Issa — que também se reuniu durante o dia com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam — garantiu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribui “grande importância” à situação no Líbano e descreveu as negociações como um caminho capaz de pôr fim ao sofrimento dos libaneses.

"As negociações podem levar tempo, já que não se espera que todas as questões sejam resolvidas em uma única reunião. A continuidade dessas negociações tem um impacto positivo no rumo geral do Líbano e da região", indicou, conforme divulgado em um comunicado pela Presidência libanesa.

O Irã responsabilizou os Estados Unidos pelas violações do acordo de cessar-fogo firmado em abril, argumentando que as ações de Israel não podem ser dissociadas de Washington e defendendo que os ataques lançados no domingo contra Israel, em resposta ao seu último bombardeio contra Beirute, foram uma medida “defensiva”.

A essa escalada seguiram-se outros bombardeios do Exército de Israel contra um complexo petroquímico na província iraniana de Juzestão, no oeste do país asiático, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter “respondido” com ataques contra “indústrias semelhantes” em Haifa.

O Irã, grande defensor do partido-milícia xiita Hezbollah, condicionou a assinatura de qualquer acordo de paz com os Estados Unidos à cessação das hostilidades no Líbano. Israel, por sua vez, protagonizou nas últimas semanas uma expansão de sua invasão do sul do Líbano ou, como o Exército israelense chama, uma consolidação de sua zona de segurança em relação ao norte do país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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