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MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que “nenhuma censura poderá apagar o passado”, ao completar-se 37 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989 na praça homônima no centro de Pequim, no qual morreram centenas de pessoas durante uma série de protestos liderados por estudantes chineses.
"O mundo comemora os 37 anos desde que o Partido Comunista Chinês ordenou que suas tropas atacassem milhares de manifestantes pacíficos na Praça da Paz Celestial e arredores. Os estudantes, trabalhadores e demais civis chineses que perderam a vida haviam se reunido para exercer seus direitos naturais e exigir reformas democráticas e prestação de contas pela corrupção. Recordamos suas vidas e honramos seu legado", destacou a nota do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, por ocasião do aniversário.
Dessa forma, a diplomacia norte-americana ressaltou que “nenhuma censura poderá apagar o passado”, em referência à falta de transparência das autoridades de Pequim sobre a repressão violenta desencadeada pelas forças chinesas.
"Aqueles que se sacrificaram para defender seus direitos inalienáveis à liberdade de expressão e de reunião pacífica serão reivindicados algum dia", enfatizou o comunicado. O massacre é comemorado todo dia 4 de junho, apesar das reticências de Pequim, uma atitude que tem suscitado críticas a nível internacional diante da recusa em analisar as consequências.
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