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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira que o Irã está “desesperado” para se reunir com Washington e negociar o fim da guerra, em meio a um recrudescimento das tensões no Estreito de Ormuz, onde alertou que, se continuar atacando navios comerciais, “retaliará com uma força dez vezes maior”.
Em declarações antes de se reunir com seu homólogo do Líbano, Joseph Aoun, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os iranianos “querem se reunir a qualquer custo”. “E, enquanto não estiverem preparados para uma reunião significativa, nem sequer nos interessa”, enfatizou ele sobre os contatos com Teerã em meio à escalada militar na região, onde o Exército dos Estados Unidos lançou ataques por dez noites consecutivas.
Trump ameaçou com novos ataques contra o Irã, visando instalações nucleares que, segundo o presidente norte-americano, Teerã pretende reconstruir. “Eles estão envolvidos nisso por causa das armas nucleares e estão tentando, possivelmente, reconstruir uma instalação. Atacaremos essa instalação”, afirmou.
“Para que nem sequer pensem em armas nucleares, atacaremos com muita, muita força”, disse ele, para ressaltar que os Estados Unidos infligiram graves danos ao país e que “levarão entre 20 e 25 anos para se recuperar” dessa ofensiva, que ele classificou como um “grande sucesso” do Exército norte-americano. “Se partíssemos amanhã, teríamos obtido um grande, um grande sucesso. Mas não vamos embora amanhã”, afirmou ele sobre a continuação da guerra.
Da mesma forma, sobre o bloqueio do perímetro reimpostado pela Marinha dos Estados Unidos em Ormuz, o chefe da Casa Branca destacou que o “bloqueio está em andamento”. “É total, ou seja, ninguém pode passar. Ninguém consegue atravessar o bloqueio. É como um muro de aço”, enfatizou.
Durante as declarações no Salão Oval, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu que a República Islâmica tem “todas as oportunidades para negociar e demonstrar que está agindo de forma razoável em relação ao Estreito de Ormuz”, embora tenha alertado que Washington intensificará os ataques se o Irã continuar com o impasse nessa rota marítima estratégica.
“Se eles atirarem contra um navio mercante, então vamos atacá-los, como disse o presidente, dez vezes mais forte, e a cada noite estamos enfraquecendo-os cada vez mais”, afirmou ele diante dos jornalistas.
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