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MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
O Exército dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira que está concentrando seus ataques na indústria militar do Irã, em uma tentativa de destruir sua capacidade produtiva, após ter destruído mais de cem embarcações navais em ataques que, segundo indicou, continuarão nos próximos dias. “Uma coisa é se defender atacando lançadores e interceptando mísseis e drones, mas outra coisa bem diferente é eliminar o aparato de fabricação mais amplo que existe por trás deles. E é exatamente isso que estamos fazendo hoje”, afirmou o comandante do Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM), o almirante Brad Cooper, em uma mensagem na qual ele fez um balanço do andamento da ofensiva no Irã. Ele mostrou, assim, exemplos de ataques aéreos americanos contra supostos centros de produção de armamento no Irã. “Estamos desmantelando a base industrial de defesa do Irã, o que evitará ameaças ao resto do mundo no futuro”, afirmou. O responsável pelo CENTCOM reivindicou ataques contra depósitos militares, mas também contra fábricas de drones navais, torpedos leves e pesados em infraestruturas do comando de mísseis do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
DESTRUIÇÃO DE UMA CENTENA DE MEIOS NAVAIS EM ORMUZ Da mesma forma, Cooper destacou que a onda de ataques aéreos contra o Irã destruiu suas capacidades navais, depois que grande parte dos ataques se concentrou em alvos marítimos e que os confrontos se transferiram para o estreito de Ormuz.
“Por meio de uma combinação de capacidades aéreas, terrestres e marítimas, destruímos com sucesso mais de 100 embarcações navais iranianas, e ainda não terminamos. Continuaremos reduzindo rapidamente a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e arredores”, afirmou, para ressaltar que o progresso é “constante” e que as forças americanas permanecerão “vigilantes”.
Em uma mensagem na qual não especifica os prazos da ofensiva, o almirante norte-americano ressalta que a operação tem “objetivos militares muito claros”, que passam por “eliminar a capacidade do Irã de projetar poder contra os norte-americanos e contra seus vizinhos”.
Nesse sentido, ele condena a campanha de ataques iranianos na região em retaliação à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, denunciando que estão atacando “deliberadamente” “civis inocentes” em países da região.
“Eles fizeram isso mais de 300 vezes, o que demonstra sua verdadeira natureza como líder global do terrorismo”, criticou Cooper, que denunciou especificamente o lançamento de bombas de fragmentação contra bairros residenciais em Tel Aviv, capital israelense.
“Nos unimos aos países de toda a região para condenar essa agressão e permanecemos lado a lado com eles”, afirmou, concluindo seu vídeo com palavras de agradecimento aos 50 mil soldados americanos mobilizados no âmbito da operação, insistindo que, enquanto “as capacidades do Irã estão diminuindo”, as capacidades e vantagens dos Estados Unidos “continuam crescendo”.
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