Publicado 03/09/2026 02:15

Os EUA afirmam que agora “ninguém rouba petróleo venezuelano” e afirmam que a China fazia isso para comprá-lo a baixo custo

Archivo - Arquivo - 14 de julho de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, durante uma reunião com o primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi (não aparece na foto) no Salão Oval da Casa Branca
Europa Press/Contacto/Graeme Sloan - Pool via CNP

“Esse é o presidente Trump: usar o comércio, os negócios e a energia, e não as armas nem o conflito”, afirma ele, apesar da intervenção militar em Caracas

MADRID, 3 set. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que “pela primeira vez em duas décadas, ninguém está roubando petróleo venezuelano”, ressaltando que antes a China fazia isso ao comprá-lo “a preços muito abaixo do mercado”, enquanto Washington está “vendendo seu petróleo a preços de mercado” e levando “esse dinheiro de volta para a Venezuela”, tudo isso depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aquisição do “controle majoritário” de um quinto das reservas de petróleo venezuelanas.

“Pela primeira vez em duas décadas, ninguém rouba petróleo venezuelano”, afirmou Wright em entrevista à emissora norte-americana NewsNation, na qual garantiu que, nos 20 anos anteriores, “a China comprava seu petróleo a preços muito abaixo do mercado”, algo que deixava o país latino-americano “em colapso econômico porque todos roubam seu petróleo”.

O secretário de Energia se expressou dessa forma ao elogiar a intervenção militar dos EUA, na qual as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no início do ano. Até então, afirmou ele, a Venezuela era “a sede do (partido-milícia xiita libanês) Hezbollah no hemisfério ocidental” e a Rússia estava “presente”, enquanto “mercenários chineses” protegiam Maduro.

Naquela época, declarou ele, o petróleo venezuelano “era roubado por quadrilhas de narcotraficantes locais que o desviavam”, bem como “pela corrupção interna na petrolífera estatal”, em alusão à Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).

“Agora, em colaboração com os Estados Unidos, vendemos o petróleo a preços de mercado, trazendo esse dinheiro de volta à Venezuela para o benefício da sociedade venezuelana, para que possam erradicar a criminalidade e as gangues criminosas, expulsar nossos adversários do país e iniciar um futuro de cooperação”, afirmou, destacando o que considerou “uma vitória para o povo americano e para o povo venezuelano”.

Questionado se os Estados Unidos deveriam intervir no comércio de petróleo entre o Irã e a China da mesma forma que, segundo o secretário, agiram diante do suposto roubo de petróleo venezuelano pela compra a preços baixos por parte de Pequim, Wright respondeu com um claro “não”.

“Só digo que o povo do Irã, assim como o da Venezuela, foi prejudicado por um governo tirânico que provocou uma implosão econômica, em parte porque não consegue vender seu petróleo a preços de mercado”, defendeu. “A China ganha, sem dúvida. Os criminosos e os contrabandistas ganham. Mas o povo do Irã não ganha. O povo da Venezuela não ganhou”, alegou.

Em seguida, ele assegurou que o lado positivo da estratégia de Washington em relação a Caracas é que “é uma grande vitória”. “Esse é o presidente Trump: usar o comércio, os negócios e a energia, não as armas nem o conflito”, retrucou ele, ao que logo se seguiu a pergunta do entrevistador sobre a incursão das forças americanas, incluindo bombardeios, em 3 de janeiro de 2026 na Venezuela.

A isso, ele respondeu que, de fato, o governo Trump “prendeu o presidente Maduro” no que descreveu como “uma operação militar brilhante”. “Mas foi só isso”, argumentou ele, antes de acrescentar que, depois disso, Washington “colocou em quarentena” as exportações de petróleo venezuelanas.

“Agora temos influência e estamos lidando com as pessoas no poder que faziam parte do governo dele. Não se trata de príncipes democráticos, mas estamos lidando com eles para restaurar a estabilidade e a prosperidade do país e, em última instância, fazer a transição para um governo representativo, com uma intervenção militar na Venezuela que durou horas e na qual nenhum soldado americano morreu”, destacou.

Suas declarações foram feitas depois que Trump se gabou, no último sábado, de ter conseguido que os Estados Unidos obtivessem o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano.

O fato de um acordo como esse — com o país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, superando assim seu principal concorrente, Arábia Saudita— lhe conceda o controle majoritário sobre 65 bilhões desses barris, representaria mais do que o dobro das reservas certificadas atuais dos Estados Unidos, estimadas em cerca de 38 bilhões de barris.

Esses 300 bilhões de barris representam aproximadamente 17% do suprimento mundial, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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