Publicado 04/07/2026 08:01

Os EUA acreditam que o retorno de Machado à Venezuela neste momento prejudicaria seus esforços de ajuda às vítimas dos terremotos

Archivo - Arquivo - 20 de abril de 2026, Madri, Madri, ESPANHA: A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, MARIA CORINA MACHADO, participa do renomado fórum de debates “Fórum Europa”, em Madri, em um de seus últimos eventos durant
Europa Press/Contacto/David Cruz Sanz - Arquivo

MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -

Os Estados Unidos não consideram oportuno que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, cumpra neste momento sua promessa de retornar ao país, devido ao impacto negativo que seu retorno teria sobre as operações de ajuda norte-americanas às vítimas dos devastadores terremotos do final do mês passado.

Na última segunda-feira, Machado anunciou seu retorno iminente ao país, que atualmente é governado pela presidente interina Delcy Rodríguez, a quem estreitou notavelmente as relações com os Estados Unidos desde sua chegada ao poder, após a operação norte-americana que culminou, no final do ano passado, com a captura do presidente Nicolás Maduro.

Em declarações à Europa Press, um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos explicou que o único objetivo neste momento na Venezuela, no que diz respeito ao governo Trump, é “o avanço” de seus “esforços de resposta” aos terremotos.

Como o Departamento de Estado considera que a resposta norte-americana tem sido, até o momento, “rápida e eficaz”, a possibilidade de “acrescentar à equação questões políticas tão delicadas” como seria o retorno de Machado “seria contraproducente” para os esforços mencionados após essa tragédia.

O último balanço geral fornecido pelo governo venezuelano, publicado ontem à noite, indica que 2.645 pessoas morreram em consequência dos terremotos, que também deixaram 12.666 feridos e 15.050 pessoas desabrigadas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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