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MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O Exército dos Estados Unidos concluiu sua retirada de uma das últimas bases nas quais mantinha presença militar na Síria, no âmbito de um processo de retirada iniciado nos últimos meses após a queda do regime de Bashar al Assad em dezembro de 2024 e em coordenação com as novas autoridades estabelecidas no país asiático.
"Podemos confirmar que as forças americanas concluíram, em 15 de março, a transferência ordenada ao governo sírio da (base de) Rumalyn Landing Zone (RLZ), no nordeste da Síria, como parte de uma transição deliberada e sujeita a condições por parte da operação 'Resolução Inerente'", afirmou Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), em declarações concedidas à Europa Press.
A operação foi lançada em junho de 2014 pela coalizão internacional contra o Estado Islâmico, liderada pelos Estados Unidos, para enfrentar a ofensiva relâmpago do grupo jihadista, que tomou partes do Iraque e da Síria onde declarou um “califado” liderado por seu então líder, Abu Bakr al-Baghdadi.
Nesse sentido, Hawkins destacou que “as forças americanas continuam preparadas para responder a qualquer ameaça do Estado Islâmico que surja na região, enquanto apoiamos os esforços liderados pelos parceiros para evitar o ressurgimento dessa rede terrorista”.
As forças americanas estão imersas em uma retirada da Síria que já incluiu a entrega às novas autoridades de várias bases, entre elas a de Al Tanf, localizada perto das fronteiras com a Jordânia e o Iraque, na esteira da melhoria das relações com o governo de transição sírio, liderado por Ahmed al Shara, ex-chefe do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS).
De fato, Al Shara anunciou em novembro de 2025, durante uma visita oficial à Casa Branca, que Damasco se juntaria à coalizão internacional contra o Estado Islâmico, uma posição criticada por setores fundamentalistas e extremistas que até então eram seus aliados.
Anteriormente, o principal parceiro da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico eram as Forças Democráticas Sírias (FDS), fundamentais para a derrota territorial do Estado Islâmico em 2019 no país, embora, nos últimos meses, Washington tenha aproximado suas posições com Damasco após a queda de Al Assad.
Nesse contexto, os Estados Unidos foram um dos principais atores a favor de um acordo entre as novas autoridades centrais e as forças curdas para um processo de reintegração, acordado após meses de tensões e diante de uma ofensiva das forças de segurança de Damasco, apoiadas também pela Turquia, um de seus principais aliados na região do Oriente Médio.
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