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MADRID 26 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos comemorou neste domingo “com satisfação” a decisão do governo da Venezuela, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, de abandonar o Estatuto de Roma e iniciar sua retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI), ao qual classificou como “corrupto” e “inútil”.
“Os Estados Unidos acolhem com satisfação a decisão da presidente interina Delcy Rodríguez e da Venezuela de se retirarem do TPI, bem como a colaboração do novo governo venezuelano nos esforços liderados pelos Estados Unidos para desmantelar o corrupto e inútil TPI”, informou o Departamento de Estado em um comunicado divulgado em suas redes sociais.
O Departamento de Estado, liderado por Marco Rubio, criticou o TPI pela falta de resultados após investigar, desde 2018, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. O ex-presidente permanece sob custódia em solo americano, aguardando julgamento em junho de 2027 por acusações de tráfico de drogas, após ter sido capturado por Washington em janeiro passado em solo venezuelano.
“O chamado tribunal vem ‘investigando’ Nicolás Maduro desde 2018 sem nenhum resultado. O TPI, por outro lado, tem desperdiçado seus recursos investigando e acusando pessoas de países que possuem sistemas judiciais competentes e independentes e que nunca se submeteram à jurisdição do tribunal”, esclareceu.
Da Casa Branca, afirmam com convicção que “é hora de desmantelar” o órgão e apontam, assim como fez o governo venezuelano na última sexta-feira, que o TPI exerce sua autoridade especialmente sobre certos países.
“Isso é um claro abuso de autoridade, parcialidade política e aplicação seletiva. O TPI não é nem credível, nem independente, nem legítimo”, enfatizou.
Além disso, Washington instou todos os membros do Tribunal a seguirem os passos da Venezuela e a “retirarem-se do Estatuto de Roma”, de modo a conseguir “desmantelar” o TPI.
O governo da Venezuela, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, notificou formalmente na última sexta-feira o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre sua decisão “firme e irrevogável” de abandonar o Estatuto de Roma e iniciar sua retirada “definitiva” do Tribunal.
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