Europa Press/Contacto/Mohammad Abu Ghosh - Arquivo
MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) - O governo dos Emirados Árabes Unidos declarou nesta terça-feira que se reserva o direito de “legítima defesa” em meio à onda de ataques do Irã contra instalações dos Estados Unidos em países do Golfo Pérsico.
“Os Emirados Árabes Unidos afirmam seu direito à legítima defesa, garantido pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado no qual denunciou que seu território foi alvo de “mais de mil ataques” provenientes de Teerã.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos enfatizou que esse “número supera o total” de ataques sofridos pelos outros quatro países atacados pelo Irã na região, além de Israel: Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait e Catar.
Abu Dhabi, que destacou que suas “Forças Armadas responderam a esses ataques com o máximo profissionalismo, eficiência e distinção”, garantiu no mesmo comunicado que não tomou nenhuma decisão com vistas a modificar sua “postura defensiva diante dos repetidos” bombardeios do Irã.
Além disso, ressaltou que “não participaram na guerra nem permitiram o uso de seu território, águas territoriais ou espaço aéreo em nenhum ataque contra o Irã, de acordo com suas políticas de boa vizinhança e distensão, e em conformidade com a Carta das Nações Unidas”, em alusão à campanha de ataques iniciada no sábado passado pelos Estados Unidos e Israel contra o país da Ásia Central, que até o momento deixou cerca de 800 mortos. Por outro lado, o governo dos Emirados aproveitou para lembrar “a importância de aderir à ética jornalística e a necessidade de obter informações de fontes oficiais e confiáveis antes de publicar ou divulgar qualquer informação imprecisa”, depois que a agência de notícias Bloomberg, citando fontes, indicou que o Catar e os Emirados Árabes Unidos estão trabalhando para tentar melhorar suas capacidades em nível de defesa antiaérea, chegando a pedir ajuda a seus aliados para enfrentar os ataques com mísseis e drones por parte de Teerã, algo que Abu Dhabi rejeitou.
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