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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos afirmaram nesta terça-feira que o Irã deve colaborar com os países vizinhos para encontrar uma saída política para o conflito, ressaltando que a estratégia de atacar a região em retaliação aos ataques dos Estados Unidos foi um “erro”.
“Com o confronto entre os Estados Unidos e o Irã entrando em uma nova fase, caracterizada pelo aumento da pressão econômica, pelo fim das tentativas de exercer controle sobre o Estreito de Ormuz e pela superação da etapa do memorando de entendimento, reiteramos que a agressão iraniana contra os Estados árabes do Golfo errou o alvo”, afirmou o assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, em uma mensagem nas redes sociais.
Segundo Gargash, essa tática “agravou o impasse de Teerã” e representou uma “decisão estratégica desastrosa” para a República Islâmica, que “aumentou seu isolamento e enfraqueceu sua posição”.
Nesse sentido, e com o objetivo de resolver a crise na região do Golfo, os Emirados enfatizaram que a saída para a guerra “não passa por atacar os Estados árabes do Golfo”, “mas sim em trabalhar com eles de forma a facilitar a distensão e a busca por uma saída política para a guerra”.
O ex-ministro das Relações Exteriores dos Emirados, que ocupou o cargo entre 2008 e 2021, mostrou-se muito crítico em relação a Teerã no contexto da guerra iniciada pelos Estados Unidos há quase seis meses e alertou para o “ponto de inflexão” que essa crise representa para toda a região.
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