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MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -
O governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou nesta quinta-feira a criação de uma comissão para documentar os ataques perpetrados pelo Irã no país do Golfo Pérsico, com o objetivo de promover a justiça e garantir a prestação de contas às vítimas.
A comissão, liderada pelo procurador-geral, terá a tarefa de documentar os atos de agressão iranianos e os danos causados, a fim de estabelecer “um registro nacional exaustivo, baseado em provas confiáveis”, que permita ter “um relato completo e coerente dos fatos”, conforme informou a agência de notícias estatal WAM.
O órgão — formado por diversos ministérios e entidades locais e que poderá contar com a assistência de especialistas tanto em nível nacional quanto internacional — terá um mandato “amplo” e “integral” para documentar os ataques iranianos, incluindo sua natureza, cronologia e circunstâncias.
Entre outras questões, uma de suas principais tarefas será avaliar os danos humanos, materiais e econômicos, além de fazer um recenseamento das vítimas por meio da coleta de provas, documentos e relatórios técnicos, de engenharia, médicos e forenses.
Os Emirados defenderam que essa medida reflete seu compromisso com o fortalecimento do Estado de Direito, a proteção dos Direitos Humanos e a documentação das violações, com o objetivo de promover a justiça e que isso leve à prestação de contas.
Os Emirados se tornaram o principal alvo das represálias regionais do Irã após o ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro passado, no qual morreu o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros altos cargos.
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