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MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) - Os Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciaram na madrugada desta terça-feira um “ataque terrorista não provocado com drones” contra seu consulado no Curdistão iraquiano, embora tenham esclarecido que, apesar de ter causado danos materiais, não houve feridos.
“Os Emirados Árabes Unidos condenaram e denunciaram veementemente o ataque terrorista não provocado com drones contra o Consulado Geral dos Emirados Árabes Unidos na região do Curdistão iraquiano, que causou danos materiais sem que fossem registradas lesões”, declarou o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados em um comunicado.
Neste texto, enfatizou que “os ataques contra missões e instalações diplomáticas constituem uma violação flagrante das normas e leis internacionais, em particular da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, que garante a inviolabilidade das instalações diplomáticas e a proteção do pessoal diplomático”. “Esses atos representam uma escalada perigosa e uma ameaça à segurança e à estabilidade regionais”, acrescentou. Nesse sentido, Abu Dhabi instou o governo iraquiano e o da região do Curdistão iraquiano “a investigar as circunstâncias desse ataque, identificar os responsáveis e tomar todas as medidas necessárias para garantir que os autores sejam responsabilizados”.
“O Ministério reiterou a firme rejeição dos Emirados Árabes Unidos a este tipo de ataques, cujo objetivo é minar a segurança e a estabilidade, e enfatizou a necessidade de proteger as instalações diplomáticas, as missões e seu pessoal, de acordo com as leis e normas internacionais”.
As declarações da diplomacia dos Emirados Árabes Unidos surgem pouco depois de o primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Shia al Sudani, ter mantido uma conversa com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na qual manifestou o compromisso de Bagdade com a defesa das legações diplomáticas, enquanto Rubio lhe exigiu, no mesmo sentido, que as forças iraquianas protegessem o pessoal e as instalações diplomáticas norte-americanas.
Este tipo de ataques está ocorrendo no âmbito das represálias iranianas pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o país centro-asiático e que têm como alvo principal as bases e os interesses americanos no Oriente Médio e, em especial, nos países do Conselho de Cooperação do Golfo.
De fato, nesta mesma segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, defendeu essas ações, alegando ter já avisado a todos os países da região que, por não poderem atingir o território americano, as Forças Armadas iranianas decidiram “atacar suas bases na região, suas instalações, seus ativos”. Nesse sentido, ele responsabilizou Washington por esses ataques, isentando Teerã de qualquer culpa.
No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita se juntou ao ministério dos Emirados e expressou sua “mais enérgica condenação” ao ataque contra o consulado na província curda, denunciando esse tipo de bombardeio como “uma clara violação das normas e leis internacionais pertinentes”.
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