MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, informou nesta quinta-feira que os dois diplomatas que foram detidos e interrogados no domingo no Irã, em um caso que Paris descreveu como “extremamente grave”, retornaram ao país após deixarem o território iraniano na quarta-feira.
“Esses dois diplomatas voltaram a Paris ontem e estão recebendo todo o apoio necessário após esse ataque extremamente grave e premeditado do qual foram vítimas”, afirmou Barrot em declarações à emissora de rádio France Inter, onde destacou que eles continuarão sua missão a partir da França.
Barrot afirmou ainda que os diplomatas estavam “em estado de choque” após terem sido “detidos brutalmente em um local isolado” por agentes de segurança iranianos e enfatizou que permaneceram assim “por quatro horas, sem acesso a meios de comunicação” e sem qualquer contato com a Embaixada.
Nesse sentido, lamentou que se trate de um caso de “intimidação” e alertou que um deles foi “agredido violentamente e espancado por agentes iranianos”, segundo informações do jornal “Le Figaro”.
Barrot destacou que os diplomatas em questão vinham realizando programas de apoio à sociedade civil iraniana, incluindo estudantes, artistas e cientistas, e afirmou que “eles não tinham nada a dizer” diante dos interrogatórios a que foram submetidos.
“Quero ressaltar que a França é um dos países do mundo que mais apoia a sociedade civil iraniana. Pagamos o preço por isso”, advertiu o ministro, que acrescentou que o ato é “inaceitável” e “ilegal”, e “não deve ficar impune”. “Atacar diplomatas é absolutamente proibido e totalmente condenável”, afirmou.
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