Publicado 09/05/2026 19:57

Os dissidentes das FARC envolvidos no assassinato de um jornalista negam ter dado a ordem

Archivo - Arquivo - 12 de maio de 2024, Jamundi, Valle del Cauca, Colômbia: A polícia e as forças armadas da Colômbia atuam no local após um ataque com granadas contra uma delegacia de polícia em Poterito, Jamundi, Colômbia, em 12 de maio de 2024, que não
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -

Os dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) divulgaram neste sábado um comunicado oficial no qual negaram que o assassinato do jornalista Mateo Pérez Rueda, ocorrido na última sexta-feira, tenha sido uma ação planejada ou autorizada por seu comando central, e garantiram que mantêm contato com suas unidades regionais para esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades materiais após o crime.

“O assassinato do jornalista Mateo Pérez Rueda nunca foi autorizado por esta direção nacional. Nenhuma razão militar ou política justifica o ataque contra pessoas dedicadas à informação, mesmo que sejam adversários políticos. O confronto armado ocorre entre atores armados, não contra a população civil”, afirmaram membros do grupo armado.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apontou diretamente para a “Frente 36”, ao que as dissidências do Estado-Maior Central quiseram esclarecer que o teriam feito “a título pessoal” e sem o apoio dos comandos centrais. Se for verdadeira a participação da Frente 36 nesse assassinato, os autores agiram a título pessoal, sem autorização e sem consultar. "Estamos aguardando o restabelecimento das comunicações para saber a verdade sobre o que aconteceu", afirmaram.

O jornalista e estudante colombiano Mateo Pérez Rueda, de 23 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira pelas autoridades do país após seu desaparecimento, e seu assassinato foi atribuído a um grupo dissidente da Frente 36, uma facção dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

De acordo com as primeiras investigações, o jornalista — desaparecido desde a última terça-feira — encontrava-se na aldeia de El Palmichal, no município de Briceño, no noroeste do país, “realizando reportagens sobre os combates que estavam ocorrendo na zona quando seu desaparecimento foi relatado”, conforme informou a ONG colombiana Indepaz. Seu corpo teria sido entregue sem vida na última sexta-feira por membros da Frente 36, os supostos responsáveis pelos fatos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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