Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo
MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -
Os dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) divulgaram neste sábado um comunicado oficial no qual negaram que o assassinato do jornalista Mateo Pérez Rueda, ocorrido na última sexta-feira, tenha sido uma ação planejada ou autorizada por seu comando central, e garantiram que mantêm contato com suas unidades regionais para esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades materiais após o crime.
“O assassinato do jornalista Mateo Pérez Rueda nunca foi autorizado por esta direção nacional. Nenhuma razão militar ou política justifica o ataque contra pessoas dedicadas à informação, mesmo que sejam adversários políticos. O confronto armado ocorre entre atores armados, não contra a população civil”, afirmaram membros do grupo armado.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apontou diretamente para a “Frente 36”, ao que as dissidências do Estado-Maior Central quiseram esclarecer que o teriam feito “a título pessoal” e sem o apoio dos comandos centrais. Se for verdadeira a participação da Frente 36 nesse assassinato, os autores agiram a título pessoal, sem autorização e sem consultar. "Estamos aguardando o restabelecimento das comunicações para saber a verdade sobre o que aconteceu", afirmaram.
O jornalista e estudante colombiano Mateo Pérez Rueda, de 23 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira pelas autoridades do país após seu desaparecimento, e seu assassinato foi atribuído a um grupo dissidente da Frente 36, uma facção dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
De acordo com as primeiras investigações, o jornalista — desaparecido desde a última terça-feira — encontrava-se na aldeia de El Palmichal, no município de Briceño, no noroeste do país, “realizando reportagens sobre os combates que estavam ocorrendo na zona quando seu desaparecimento foi relatado”, conforme informou a ONG colombiana Indepaz. Seu corpo teria sido entregue sem vida na última sexta-feira por membros da Frente 36, os supostos responsáveis pelos fatos.
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