Publicado 11/09/2026 08:13

Os combates no oeste do Iêmen, decorrentes da ofensiva dos houthis nas proximidades do Mar Vermelho, deixaram 46 mil deslocados

Archivo - Arquivo - Um membro das forças rebeldes houthis na capital do Iêmen, Sanaa (arquivo)
Osamah Yahya/dpa - Arquivo

A OIM pede “acesso seguro e sem obstáculos” e exorta as partes a “protegerem os civis e os trabalhadores humanitários”

MADRID, 11 set. (EUROPA PRESS) -

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou nesta sexta-feira que pelo menos 46 mil pessoas foram deslocadas devido aos combates desencadeados na sequência da ofensiva lançada na semana passada pelos houthis em regiões do oeste do Iêmen próximas à costa do Mar Vermelho, onde conseguiram avanços significativos nos últimos dias.

“As famílias são obrigadas a fugir pela segunda ou terceira vez neste conflito, sem quase nada”, destacou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, que alertou que “à medida que os combates se alastram, fica mais difícil fazer chegar assistência vital às pessoas”.

“Precisamos urgentemente de acesso seguro e sem obstáculos. Todas as partes devem proteger os civis e os trabalhadores humanitários, bem como salvaguardar os suprimentos, veículos e instalações dos quais dependemos para prestar ajuda”, destacou ela, em meio a alertas da OIM sobre o aumento contínuo do número de deslocados.

Os dados da organização abrangem a situação nas províncias do Oeste e de Taiz, embora nas últimas horas tenham sido registrados novos movimentos populacionais a partir da cidade de Moca — tomada na quinta-feira pelos huti — e seus arredores, onde as hostilidades continuam ativas.

Os rebeldes lançaram uma ofensiva na semana passada na região, após o que as forças internacionais lideradas pela Arábia Saudita realizaram bombardeios para apoiar as tropas governamentais, que em janeiro conseguiram estabelecer seu controle em áreas do sul do país após a dissolução do Conselho de Transição do Sul (CST), apoiado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), em decorrência de confrontos internos.

A situação ameaça provocar o colapso total do acordo de trégua alcançado em 2022, após anos de guerra e em meio às tentativas mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito iniciado em 2014, que mergulhou o país em uma das crises internacionais mais graves do mundo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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