Cepeda anuncia a implantação de uma “rede de vigilância” para as eleições
De la Espriella apela ao “entusiasmo” dos eleitores para “mudar a política para sempre”
MADRID, 21 jun. (EUROPA PRESS) -
Os candidatos à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella, já votaram no segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre neste domingo, com apelos à mobilização.
Cepeda, candidato presidencial do partido no poder e de esquerda, destacou que a campanha de sua equipe foi “exemplar, transparente e limpa”. Além disso, fez um apelo à paz eleitoral a partir de seu local de votação, o Colégio San Lucas de Kennedy, em Bogotá. “Que triunfe a democracia. Vamos pela vida”, reforçou.
“É motivo de orgulho encerrar hoje esta longa e prolongada jornada eleitoral. Fizemos uma campanha limpa, transparente e honesta, na qual apresentamos à população em geral nossas ideias, nosso programa, nossos princípios e nosso caminho e destino para a Colômbia nos próximos anos”, declarou.
Além disso, ela anunciou que sua formação, o Pacto Histórico, vai implantar uma “rede de vigilância” com testemunhas eleitorais. “Houve uma participação muito grande de testemunhas eleitorais e de advogados e advogadas do Pacto Histórico e da Aliança pela Vida para que possamos exercer nosso direito de verificar os resultados da pré-contagem e da apuração”, explicou.
APELA AO “FERVOR” PARA “MUDAR A POLÍTICA DE SEMPRE”
O adversário de Cepeda, De la Espriella, também já votou e afirmou que seu objetivo é “mudar a política para sempre”, para o que apelou ao “fervor” da população.
O candidato do movimento Defensores da Pátria destacou a importância da votação. “Hoje é o dia mais importante da história da Colômbia, porque hoje está em jogo nossa liberdade e o futuro de nossos filhos”, ressaltou.
Além disso, ele atacou seu adversário, Cepeda. “José Manuel e eu representamos a liberdade, a democracia e as instituições. Cepeda representa a tirania e temos que derrotá-lo hoje com o fervor do povo colombiano”, declarou.
O presidente cessante, Gustavo Petro, também já votou e exortou seus compatriotas a “saírem para votar de qualquer jeito”, pois “existem todas as garantias” para exercer esse direito. Além disso, pediu que “superem as dificuldades territoriais” que possam representar um obstáculo para o exercício do voto.
Mais tarde, em uma aparição ao lado de suas filhas, Petro antecipou que não acredita que voltará a ser “candidato a nada”, embora tenha advertiu que não desistirá de sua vocação política. “Acho que não serei mais candidato em nenhuma eleição; esta é a última em que participo aqui como chefe de Estado. (...), Não serei um velho chato, incomodando os colombianos e colombianas que merecem uma nova era, espero que democrática, livre e justa”, afirmou.
Enquanto isso, o ex-presidente Álvaro Uribe defendeu seu voto em De la Espriella e alertou que “de um lado temos a possibilidade de um país com liberdades democráticas e bem-estar social e, do outro, a consolidação da filial chavista na Colômbia”.
Iván Duque, também de direita, indicou que, além da disputa entre esquerda e direita, trata-se de “uma batalha eleitoral entre aqueles que querem a continuidade da impunidade, aqueles que querem continuar vendo a destruição da saúde e o contrário”. “Trata-se de defender nossa Constituição contra aqueles que querem manipulá-la, enfraquecê-la”, destacou ele, referindo-se às iniciativas de reforma constitucional.
Para o ex-presidente Andrés Pastrana, “não importa que o presidente Gustavo Petro não reconheça as eleições, algo que certamente acontecerá”. “Teremos um presidente que não vai reconhecer o resultado, que não vai reconhecer a derrota. Quem ganhar, ganha. Não nos importa se Petro concorda ou discorda”, enfatizou.
Neste domingo, Cepeda e De la Espriella disputam a Presidência no segundo turno, depois que ambos foram os candidatos mais votados no primeiro turno eleitoral, realizado em 31 de maio. De la Espriella foi o candidato mais votado, com 43,74% dos votos, contra 40,9% de Cepeda.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático