Europa Press/Contacto/Henrique Casinhas
MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - Os candidatos com maiores possibilidades de passar para uma segunda volta mais do que previsível das eleições presidenciais que se realizam este domingo em Portugal estão aproveitando os últimos dias de campanha para apelar, embora cada um à sua maneira, ao voto útil contra o ultradireitista André Ventura.
O socialista António José Seguro pediu aos portugueses que concentrem seus votos em sua candidatura para garantir que, no segundo turno marcado para 8 de fevereiro, haja pelo menos um “democrata” na disputa. A última pesquisa aponta um empate técnico com Ventura, que já destacou que pretende vencer no primeiro turno.
“O que peço a cada português e a cada portuguesa é que evitem um pesadelo e, para isso, para dormir bem, é preciso garantir que um democrata passe para o segundo turno, como é o meu caso”, afirmou em um mercado de Lisboa, onde deu início à jornada de campanha desta quarta-feira.
“A escolha é simples: quem quiser radicalismo e extremismo que vote nesse candidato”, disse ele, em alusão a Ventura, enquanto aqueles que apostam na “moderação, na defesa da Constituição e da democracia” podem apoiá-lo.
Seguro destacou que a última pesquisa publicada na terça-feira “reflete que se trata de uma disputa entre dois” e minimizou o apelo do candidato liberal João Cotrim de Figueiredo ao primeiro-ministro conservador, Luís Montenegro, para que o PSD descarte seu próprio candidato, Luís Marques Mendes, em favor dele.
Cotrim de Figueiredo não só apelou ao voto útil dos conservadores contra a extrema-direita, mas também contra a possibilidade de ser o candidato socialista a disputar a segunda volta. “Não é um jogo, se não quer correr esse risco, deve pedir o voto para a candidatura”, disse, segundo o jornal português Expresso.
Seria um verdadeiro “serviço à nação”, avaliou o candidato liberal, que esta semana foi acusado por uma ex-assessora do partido de assédio moral e de ter feito comentários inadequados de caráter sexual.
Entretanto, Montenegro tem previsto participar esta quarta-feira pela segunda vez na campanha de Mendes, que criticou Cotrim de Figueiredo pelo “exibicionismo” e pelo “espetáculo” que tem protagonizado nos últimos dias, reclamando o apoio do primeiro-ministro português.
Por sua vez, Ventura, que lidera com 24% das intenções de voto do eleitorado, pediu o voto da direita para chegar ao segundo turno com “a maior margem de diferença possível”. O líder do Chega aposta que seu adversário no próximo dia 8 de fevereiro será Seguro. “A luta mais simbólica do nosso tempo”, projetou Ventura, com apenas um ponto à frente de Seguro. Ambos já muito distantes dos 19% que Cotrim de Figueiredo obteria e dos 14% de Henrique Gouveia e Melo, almirante da reserva que se candidata como independente e que também pediu o voto da direita tradicional para evitar o “perigo” que o Chega representa para a democracia.
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