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ZARAGOZA 15 ago. (EUROPA PRESS) -
Os bombeiros florestais de Aragão afirmaram que estão combatendo o incêndio em Las Peñas de Riglos (Huesca) com uma operação “no limite” e reiteraram que mantêm a greve por tempo indeterminado desde 18 de agosto para exigir um reforço no dispositivo regional de prevenção e combate a incêndios, a menos que haja avanços nas negociações “nos próximos dias”.
Os sindicatos CGT, OSTA, UGT e CCOO, que constituem a maioria do Comitê Intercentros da empresa pública Sarga e do Comitê de Greve dos Bombeiros e Bombeiras Florestais de Aragão, alertaram que o dispositivo de prevenção e extinção de incêndios florestais da Comunidade (Infoar) está “estruturalmente subdimensionado”.
Uma realidade que está se tornando “especialmente visível” nestes dias com o incêndio de Las Peñas de Riglos, que já ultrapassa 12.000 hectares, mantém mais de 1.000 pessoas evacuadas e obrigou à mobilização de um contingente sem precedentes, com presença marcante de recursos de outras Comunidades Autônomas, como Castela e Leão, Comunidade Valenciana, Catalunha e Navarra, além dos recursos do Ministério, como as BRIF e a UME.
Nesse sentido, eles deixaram claro que, enquanto a atenção da mídia e das instituições se concentra repetidamente nos reforços externos, as brigadas florestais da Sarga continuam sendo a base da operação no terreno. Esses profissionais estão enfrentando jornadas que frequentemente ultrapassam as 20 horas, com brigadas incompletas e intervalos “claramente insuficientes”, afirmaram.
“O resultado é um sistema que fica sobrecarregado mesmo diante de um único grande incêndio, sem que seja necessário que ocorram incêndios simultâneos com um índice altíssimo de acidentes, como reconheceu — o secretário responsável pelas emergências, Roberto — Bermúdez de Castro”, acrescentaram.
Além disso, acrescentaram que essa situação provocou uma “falta de recursos” inicialmente para combater o incêndio declarado nesta sexta-feira na Serra de Algairén, entre os municípios de Almonacid de la Sierra e Alpartir, o que obrigou a solicitar recursos à Castela-La Mancha. “Isso demonstra que o Departamento de Meio Ambiente é incapaz de gerenciar emergências de forma eficiente”, criticaram.
O Comitê de Greve ressaltou que o reforço de pessoal e a melhoria das condições de trabalho “não são uma reivindicação abstrata, mas uma necessidade urgente para que Aragão disponha de uma força-tarefa regional capaz de responder com maior eficácia e segurança, reduzindo a dependência sistemática de recursos externos”.
GREVE A PARTIR DE 18 DE AGOSTO
Como os serviços mínimos foram fixados em 100%, os bombeiros e bombeiros florestais continuarão atendendo a todos os incêndios e emergências com total normalidade, assinalaram os representantes sindicais, que esclareceram que as mobilizações ocorrerão exclusivamente nos dias de descanso semanal para que “em nenhum momento” seja interrompida a resposta às emergências
Eles insistiram que esta convocação de greve “não significa um abandono do serviço público”. “Pelo contrário: é uma reivindicação para que o dispositivo regional tenha a dimensão e as condições necessárias para enfrentar a nova realidade dos incêndios de sexta geração e o impacto das mudanças climáticas”, ressaltaram.
Na opinião deles, a situação atual em Peñas de Riglos demonstra que, quando a operação local está no limite, a dependência de recursos estaduais “torna-se a regra e não a exceção”.
MAIS PESSOAL E GARANTIA DE DESCANSO
Entre as reivindicações dos bombeiros florestais está o aumento do efetivo em 150 a 200 profissionais para reforçar as brigadas terrestres e aerotransportadas durante todo o ano, melhorando tanto a capacidade de resposta quanto os tempos de descanso.
Além disso, eles pedem garantia efetiva dos descansos legais e a eliminação dos turnos que dificultam a conciliação entre vida profissional e pessoal e geram fadiga extrema, além de melhorar os recursos materiais e o abastecimento durante a extinção dos incêndios.
Entre as reivindicações, figura também o reconhecimento salarial específico pelo perigo, pelo esforço físico, pela toxicidade, pela penosidade e pelo risco psicofísico do trabalho, de acordo com a legislação vigente.
Contratações por um período mínimo de seis meses para os cargos fixos de vigilância, compensações financeiras pelo uso de veículo próprio, remuneração pelas horas efetivamente trabalhadas ou uma negociação “séria” com interlocutores que tenham real capacidade de decisão, algo que, segundo eles, não ocorreu na audiência de conciliação realizada esta semana no Serviço Aragonês de Mediação e Arbitragem (SAMA), completam as reivindicações mais destacadas dos trabalhadores.
Os sindicatos CGT, OSTA, UGT e CCOO insistiram: “Apagar incêndios não deveria queimar nossa vida” e exigem que o Governo de Aragão e a SARGA se sentem para negociar de forma concreta e com vontade de chegar a um acordo”.
“A segurança de Aragão e daqueles que a defendem diariamente está em jogo”, concluíram, ao mesmo tempo em que reiteraram sua disposição para o diálogo, mas alertando que a convocação para a greve será mantida “se não houver avanços reais nos próximos dias”.
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