Alexander Zemlianichenko Jr / Xinhua News / Contac
MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) - A Justiça da Rússia condenou nesta quinta-feira à prisão perpétua os quatro principais acusados de perpetrar o atentado contra a sala de concertos Crocus City Hall, localizada nos arredores de Moscou, um ataque que ocorreu em março de 2024 e que resultou em 150 mortos e mais de 600 feridos.
Os quatro autores materiais do atentado — Saidakrami Rachabalizoda, Shamsidin Fariduni, Mujamadsobir Faizov e Dalerdzhon Mirzoev —, de origem tajique, que se declararam culpados de terem aberto fogo contra os presentes antes do início do concerto da banda de rock Picnic, receberam as penas mais elevadas.
Um total de 19 pessoas foram julgadas no âmbito do caso — a maioria delas de nacionalidade tajique — por cometer atos terroristas, cumplicidade em atos terroristas e outros crimes, segundo a agência de notícias Interfax. Além disso, o tribunal impôs multas que ascendem a 990.000 rublos (cerca de 10.800 euros) a cada um deles. Os acusados, que perpetraram o atentado em nome da filial afegã do Estado Islâmico, cumprirão suas penas em uma colônia penal. Os outros quinze acusados foram condenados a penas que variam de 19 anos de prisão à prisão perpétua, conforme indicado nessas mesmas informações.
Um grupo de homens armados ligados ao Estado Islâmico Província de Jorasán (ISKP) disparou em março de 2024 contra uma multidão na sala de concertos Crocus City Hall, localizada no noroeste da capital russa, Moscou, que posteriormente sofreu um incêndio espetacular.
De acordo com a investigação realizada por Moscou, o atentado foi planejado e perpetrado com a participação das autoridades ucranianas. Kiev se desvinculou completamente do ataque e negou qualquer tipo de relação com o evento.
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