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MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
Mais de 4.300 pessoas já morreram no Líbano em consequência dos ataques do Exército israelense desde o último dia 2 de março, quando foram retomados os combates entre as forças israelenses e as milícias do partido xiita Hezbollah, três dias após o início da guerra no Irã.
O último balanço do Ministério da Saúde libanês divulgado nesta sexta-feira indicou que os bombardeios israelenses deixaram 4.301 mortos e 12.199 feridos em todo o país, mas especialmente no sul, palco de constantes bombardeios israelenses contra as populações de uma região que foi parcialmente invadida para, segundo o Exército israelense, criar uma “zona de segurança” que proteja as comunidades do norte de Israel.
Por outro lado, o governo libanês denunciou que grande parte desses bombardeios tem caráter indiscriminado e chegou até mesmo a ser deliberadamente direcionada contra civis e militares.
As tensões em torno das ações de Israel no Líbano, acompanhadas de advertências de Teerã de que esses fatos constituem violações do pré-acordo assinado com Washington e poderiam comprometer o processo de paz no Oriente Médio, têm sido um dos pontos de atrito nos recentes contatos e levaram até mesmo a diversos desentendimentos públicos entre Israel e os Estados Unidos.
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