Europa Press/Contacto/Ali Hashisho
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades libanesas elevaram nesta terça-feira para mais de 3.200 o número de mortos e para 9.700 o de feridos em consequência dos ataques perpetrados pelo Exército de Israel contra seu território desde o dia 2 de março, um balanço que não parou de aumentar apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril e prorrogado por duas vezes.
O Ministério da Saúde libanês indicou em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal NNA que 3.213 pessoas morreram e 9.737 ficaram feridas em consequência desses bombardeios.
Nesta mesma terça-feira, os ataques de Israel contra a localidade de Mashqara, no sul do Líbano, causaram a morte de pelo menos doze pessoas, de acordo com informações da NNA, embora a Defesa Civil tenha informado à emissora catariana Al Jazeera que o número de mortos é de 15, somando-se os bombardeios do Exército israelense contra Habush e Sharnai, ambos municípios também situados no sul do Líbano.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o partido-milícia xiita Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático. As forças israelenses desencadearam uma nova ofensiva em grande escala e uma invasão terrestre do Líbano, à qual não puseram fim apesar da trégua alcançada em 17 de abril e das conversas de paz com a equipe de negociação do país vizinho.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023; no entanto, desde então, Israel continuou lançando bombardeios frequentes contra o país e manteve a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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