Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID, 10 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Arábia Saudita informaram nesta quinta-feira que a capacidade total de produção do reino foi reduzida em 600 mil barris por dia, devido aos últimos ataques do Irã, em retaliação à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel no último dia 28 de fevereiro, embora Teerã e Washington tenham chegado a um acordo de trégua nesta terça-feira.
Especificamente, fontes do Ministério da Energia, citadas pela agência de notícias saudita SPA, indicaram que a refinaria de petróleo de Manifa, localizada na Província Oriental e na costa leste do país, sofreu uma redução de aproximadamente 300.000 barris por dia em sua capacidade de produção devido aos ataques sofridos, algo que ocorreu após um ataque anterior contra a refinaria de petróleo de Jurais, que também sofreu uma queda do mesmo número de barris por dia.
Por outro lado, foi afetada uma estação de bombeamento do oleoduto Leste-Oeste — de 1.200 quilômetros que liga o campo petrolífero de Abqaiq, na Província Oriental, passando pela Península Arábica até Yanbu—, o que provocou uma perda aproximada de 700.000 barris diários no volume bombeado por essa infraestrutura, que se constitui como uma das principais vias de abastecimento aos mercados mundiais nos últimos tempos.
Nesse contexto, essas mesmas fontes indicaram que as operações em algumas das instalações energéticas “vitais” do país foram suspensas, após terem sido alvo de “múltiplos” ataques “recentes”, aos quais atribuíram pelo menos uma morte e sete feridos, sem especificar quando ocorreram.
Especificamente, a vítima fatal é um cidadão saudita que trabalhava na área de segurança industrial da Companhia Saudita de Energia, enquanto os feridos são outras sete pessoas da mesma nacionalidade, também trabalhadoras.
Em relação às zonas energéticas afetadas pelos estragos da escalada das hostilidades na região, a Arábia Saudita referiu-se a instalações de produção, transporte, petroquímicas, refinarias de petróleo e gás, bem como ao próprio setor elétrico de Riade, capital do país, à Província Oriental e à cidade portuária industrial de Yanbu.
Os ataques também se estenderam a refinarias consideradas pelo Reino Saudita como “essenciais”, sendo um exemplo disso as instalações da SATORP em Jubail, a refinaria de Ras Tanura, a da SAMREF em Yanbu e a de Riade, o que gerou um impacto direto nas exportações de produtos refinados para os mercados mundiais.
A tudo isso somam-se os incêndios registrados nas instalações de processamento de Juaymah, o que também afetou negativamente as exportações de gás liquefeito de petróleo e de líquidos de gás natural.
Tendo conhecimento dessas perdas na capacidade de bombeamento saudita, o Ministério das Relações Exteriores do Kuwait quis emitir sua “condenação” e “repúdio” nos termos “mais veementes” diante da “agressão criminosa iraniana que afetou as instalações energéticas” de seu país irmão.
Essas agressões, assinalou o ministério do Kuwait em um comunicado, constituem “um ataque criminoso flagrante e uma violação escandalosa de todas as normas do Direito Internacional, bem como uma escalada perigosa que ocorre no contexto dos intensos esforços internacionais pela distensão, redução das tensões e restabelecimento da estabilidade na região”.
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