BRUXELAS 11 jul. (EUROPA PRESS) -
A OTAN confirmou nesta sexta-feira que seus aliados estão coordenando esforços "urgentes" para comprar munição e defesas antiaéreas dos Estados Unidos e fornecê-las à Ucrânia, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que Washington manterá o apoio a Kiev por meio de compras de equipamentos pela OTAN.
"Os aliados continuam a trabalhar para garantir que a Ucrânia tenha o apoio necessário para se defender contra a agressão russa", disse a porta-voz da OTAN, Allison Hart, à Europa Press.
Essa coordenação, segundo ela, inclui "esforços urgentes para obter suprimentos essenciais dos Estados Unidos, incluindo defesa aérea e munição".
Dessa forma, a aliança atlântica confirmou a coordenação dos 32 aliados para prestar assistência à Ucrânia por meio da compra de armas dos Estados Unidos. Na mesma linha, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou uma ligação com Trump, na qual ele disse que está trabalhando "de perto" com os aliados para enviar à Ucrânia a ajuda de que ela precisa. "Hoje cedo, pedi aos líderes que fossem além para fornecer à Ucrânia mais munição e defesas aéreas", disse ele em uma mensagem.
Trump disse em uma entrevista na NBC News que o Pentágono está enviando armas para a OTAN, "e a OTAN está pagando por essas armas, 100%". "O que estamos fazendo é enviar as armas para a OTAN e, em seguida, a OTAN fornecerá essas armas (à Ucrânia) e a OTAN pagará por elas", disse ele, sem esclarecer quais aliados da OTAN estão envolvidos nesses esforços.
Os EUA retomaram nesta semana o envio de armas para a Ucrânia, depois que o departamento de defesa suspendeu um envio programado no início deste mês por ordem do secretário de defesa Pete Hegseth. No entanto, o próprio Trump se distanciou da decisão do chefe do Pentágono e anunciou um novo acordo para continuar fornecendo ajuda à Ucrânia às custas dos aliados.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático