Europa Press/Contacto/Marcin Nowak
MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - Os advogados de Peter Mandelson denunciaram nesta quarta-feira que o ex-ministro trabalhista e ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, envolvido no caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi preso na segunda-feira sob a falsa premissa de que iria fugir do país.
“Peter Mandelson foi preso ontem, apesar de haver um acordo com a polícia para que ele comparecesse voluntariamente a uma entrevista no próximo mês. A prisão ocorreu devido a uma sugestão infundada de que ele estava planejando deixar o país e estabelecer sua residência permanente no exterior”, afirmaram os advogados em declarações à BBC. Nesse sentido, seus advogados denunciaram que essa suposição é totalmente falsa. “Não há absolutamente nada de verdade nessa insinuação”, enfatizaram.
A defesa de Mandelson anunciou que solicitou à Polícia Metropolitana “as provas em que se basearam para justificar a prisão”, após enfatizar que a “prioridade absoluta” de seu cliente é “cooperar com a investigação policial” e, assim, aproveitar a oportunidade para “limpar seu nome”.
As autoridades britânicas prenderam o ex-líder trabalhista na segunda-feira, quando ele ficou detido por algumas horas, sob “suspeita de má conduta em cargo público” devido a seus vínculos com Epstein. Ele está sendo investigado por supostamente revelar informações confidenciais ao bilionário americano sobre o resgate de 500 bilhões de euros que a zona do euro estava prestes a aprovar em 2010, quando era ministro no governo do então primeiro-ministro britânico Gordon Brown (2007-2010).
A nomeação de Mandelson como embaixador em Washington em dezembro de 2024 colocou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em uma situação delicada, que teve que se pronunciar e pedir desculpas por confiar na palavra do ex-embaixador, defendendo que desconhecia a profundidade, a magnitude e o alcance de sua relação com Epstein.
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