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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
O Centro pelos Direitos da Minoria Árabe em Israel, Adalah — responsável pela assessoria jurídica dos ativistas da Flotilha Global Sumud — denunciou nesta segunda-feira os “maus-tratos” e os “abusos psicológicos” a que estão sendo submetidos Saif Abukeshek e Thiago Ávila, detidos por Israel.
As duas advogadas da Adalah que conduzem o caso, Hadil Abu Salí e Lubna Tuma, informaram que Abukeshek, cidadão espanhol, e Ávila, brasileiro, já entraram no sexto dia de greve de fome, iniciada em protesto contra “seu sequestro ilegal” em águas internacionais quando participavam, na semana passada, de uma missão humanitária para romper o bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza.
Em regime de isolamento total desde então, Ávila denunciou “ter sido submetido a repetidos interrogatórios de até oito horas de duração”, nos quais foi “ameaçado explicitamente” de “assassinato” e de anos de prisão.
“Thiago denunciou que é mantido em temperaturas extremamente baixas. Eles são mantidos com os olhos vendados o tempo todo quando são transferidos para fora de suas celas, inclusive durante os exames médicos”, destacaram os advogados.
A Adalah denunciou também que as celas de ambos “são mantidas sob iluminação de alta intensidade constante 24 horas por dia, uma prática conhecida do Serviço Penitenciário Israelense (IPS) projetada especificamente para provocar privação de sono e desorientação sensorial”.
O governo da Espanha exigiu de Israel a “liberação imediata” de Abukeshek, por considerar que ele está “detido ilegalmente”. Ele e Ávila permanecerão até esta terça-feira sob custódia das forças de segurança de Israel, conforme determinado no domingo por um tribunal da cidade israelense de Ashkelon.
Os advogados da Adalah aguardam saber se Israel apresentará nesta terça-feira um pedido para prorrogar a detenção dos dois ativistas, cuja prisão ilegal, segundo eles, tem como único objetivo criminalizar a ajuda aos palestinos.
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