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A ONG Adalah afirma que as autoridades apresentarão o pedido na audiência desta terça-feira para decidir se eles permanecerão sob custódia
MADRID, 5 maio (EUROPA PRESS) -
A organização israelense Adalah afirmou nesta terça-feira que as autoridades de Israel solicitarão nesta terça-feira uma prorrogação de seis dias do período de detenção dos dois ativistas detidos durante a abordagem, na semana passada, da Frota Global Sumud no Mar Mediterrâneo e transferidos para o país, entre eles o palestino-espanhol Saif Abukeshek.
“A audiência ainda não começou, mas o Estado está solicitando uma prorrogação da detenção por um período de seis dias”, disse Miriam Azem, coordenadora de defesa internacional da Adalah — que é responsável pela assessoria jurídica dos ativistas da frota, tarefa que também desempenhou em situações semelhantes no passado —, em declarações concedidas à Europa Press.
A Adalah denunciou na segunda-feira os “maus-tratos” e os “abusos psicológicos” a que estão sendo submetidos Abukeshek e Thiago Ávila, um ativista brasileiro igualmente detido pelas forças israelenses durante a abordagem de mais de 20 embarcações quando se encontravam em águas internacionais, perto da ilha grega de Creta.
As duas advogadas da Adalah que conduzem o caso, Hadil Abu Salí e Lubna Tuma, indicaram que Abukeshek e Ávila já entraram no sexto dia de greve de fome, iniciada em protesto contra “seu sequestro ilegal”. Ávila denunciou “ter sido submetido a repetidos interrogatórios de até oito horas de duração”, nos quais foi “ameaçado explicitamente” de “assassinato” e de anos de prisão.
O governo da Espanha exigiu de Israel a “liberação imediata” de Abukeshek, ao considerar que ele está “detido ilegalmente”. A detenção dos dois ativistas foi prorrogada no domingo por um período de dois dias; portanto, na audiência desta terça-feira, o tribunal avaliará os argumentos das partes para determinar se a prorrogação será renovada.
De fato, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, desafiou nesta mesma terça-feira o governo de Israel a colocar “sobre a mesa” as provas contra Abukeshek para justificar sua detenção “completamente ilegal”, ao mesmo tempo em que sinalizou que as alegações que lhe foram transmitidas pelas autoridades israelenses negam “categoricamente” as acusações feitas contra ele.
“Não há nenhuma prova nem qualquer relação com o que as autoridades israelenses dizem”, insistiu o ministro em declarações ao programa ‘La hora de La 1’, divulgadas pela Europa Press, nas quais também detalhou que Saif está “bem”, dentro das “terríveis circunstâncias em que se encontra”. “Nenhum agente israelense tem jurisdição em águas internacionais e exigimos sua libertação imediata. Saif não deveria estar onde está, nas prisões de Israel”, concluiu.
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