Publicado 12/01/2026 10:03

Os 27 se reunirão pela primeira vez nesta terça-feira para estudar "sanções mais severas" contra o Irã.

Archivo - Arquivo - (Foto de ARQUIVO) A bandeira da União Europeia, em 3 de dezembro de 2024, em Madri (Espanha). Eduardo Parra / Europa Press 03/12/2024
EDUARDO PARRA / EUROPA PRESS - Arquivo

BRUXELAS 12 jan. (EUROPA PRESS) -

Os 27 países da União Europeia abordarão nesta terça-feira, 13 de janeiro, em uma reunião extraordinária a nível de embaixadores, a situação no Irã para explorar “novas sanções mais severas” em resposta à “repressão violenta” contra as manifestações que estão ocorrendo no país, conforme sugerido pela Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas.

Mais especificamente, eles o farão em uma reunião do Comitê Político e de Segurança da UE (CPS), conforme anunciado em coletiva de imprensa em Bruxelas pelo porta-voz de Relações Exteriores da Comissão Europeia, Anouar El Anouni, que, no entanto, não deu mais detalhes sobre o que consistiriam essas sanções, mas garantiu que elas seriam “mais severas” do que as que o bloco comunitário já aplica contra Teerã.

“Estamos dispostos a propor novas sanções mais severas após a violenta repressão aos manifestantes. Esta é uma decisão que os Estados-Membros devem tomar por unanimidade”, explicou o porta-voz comunitário, acrescentando que haverá “uma reunião extraordinária sobre o Irã” com os representantes europeus em Bruxelas a nível de embaixadores.

Depois de explicar que a chefe da diplomacia europeia “mantém contato constante” com seus interlocutores da União Europeia sobre este assunto, ele lembrou que já estava prevista uma reunião para o próximo dia 29 de janeiro dos ministros das Relações Exteriores dos Estados-membros, sobre quem recai a decisão final por unanimidade de adotar possíveis sanções.

No entanto, uma vez que a Comissão Europeia apresente suas propostas de sanções contra o Irã, devem ser os Estados-membros que devem decidir por unanimidade, como lembrou o porta-voz. JÁ EXISTEM SANÇÕES EM VIGOR CONTRA O IRÃ

Atualmente, a UE aplica várias sanções contra o Irã, como a imposta contra a Guarda Revolucionária Iraniana, que está sujeita a um congelamento de ativos e à proibição de disponibilizar fundos e recursos econômicos para o desenvolvimento do programa de armas nucleares do país do Oriente Médio.

Além disso, a UE também incluiu pessoas e entidades específicas da Guarda Revolucionária em sanções por violações dos direitos humanos no Irã, além de sua responsabilidade no programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Por fim, há sanções em vigor contra o regime iraniano por seu apoio à invasão russa da Ucrânia.

A proposta de novas sanções “mais severas” surge depois de Kallas se ter mostrado disposta a propor aos 27 novos sanções contra o Irão, na sequência da “repressão” do seu governo nas manifestações ocorridas nos últimos dias contra a crise económica, que provocaram a morte de mais de 500 pessoas e deixaram mais de 10.000 detidos, de acordo com um balanço da ONG HRANA.

“Estou disposta a propor sanções adicionais em resposta à repressão brutal dos manifestantes”, afirmou a chefe da diplomacia europeia em declarações ao meio de comunicação alemão “Welt”, que foram recolhidas pela Europa Press, e nas quais classificou como “inaceitável” a violência contra os manifestantes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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