Publicado 02/09/2026 13:01

Os 27 países da União Europeia avaliam a possibilidade de tornar mais restritivos os vistos para turistas russos, em resposta ao ata

A ministra das Relações Exteriores da Irlanda, Helen McEntee, ao lado da Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas
CONSEJO DE LA UE

BRUXELAS 2 set. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, anunciou nesta quarta-feira que há um “amplo apoio” entre os Estados-membros para endurecer as restrições aos vistos de turistas russos, depois que um dos suspeitos do ataque fracassado com drones-bomba no aeroporto alemão de Leipzig — que Berlim atribui à Rússia — teria entrado no território da União com um visto de turista.

“Muitos argumentaram que realmente precisamos restringir os vistos”, explicou Kallas ao final da reunião informal dos ministros das Relações Exteriores da UE realizada na Irlanda, onde alertou que vários Estados-Membros vêm alertando há algum tempo que esse tipo de visto de turismo “é usado para atos de sabotagem”.

A chefe da diplomacia europeia evitou confirmar a informação sobre o suspeito de Leipzig, aguardando o pronunciamento das autoridades alemãs, mas destacou que, se for verdadeira, isso demonstraria “claramente que os vistos são uma ferramenta para quem quer prejudicar a União Europeia”.

“Espero que isso, se for verdade, convença também certos Estados-membros que se opuseram a avançar nas restrições de vistos de que o que está em jogo é também a nossa segurança, além da da Ucrânia”, acrescentou.

Kallas lamentou que “pessoas que querem prejudicar a União Europeia” utilizem os vistos para entrar no território comunitário, além do fato de um povo como o russo “estar entrando e desfrutando da hospitalidade dos países europeus” enquanto seu país bombardeia a Ucrânia e mata civis.

PROIBIÇÃO DE ENTRADA PARA EX-COMBATENTES

A política estoniana também esclareceu que, além das restrições aos turistas, há também um amplo apoio entre os Vinte e Sete para avançar rumo a uma proibição de entrada na UE para ex-combatentes russos, embora nesta quarta-feira não tenha sido adotada nenhuma decisão definitiva.

A Alta Representante associou essas medidas ao que descreveu como uma escalada de ataques próximos às fronteiras da UE, violações do espaço aéreo comunitário e “ameaças claras” ao território dos Vinte e Sete.

Nesse sentido, ela reiterou que o ataque fracassado em Leipzig apresentava “as características de um terrorismo patrocinado pelo Estado” e insistiu que não se tratou de um incidente isolado, mas que se insere em uma série de ataques sistemáticos que vêm ocorrendo na Europa desde 2022, com episódios de sabotagem, ataques cibernéticos e espionagem “cada vez mais frequentes e descarados”.

Kallas voltou a manifestar a “total solidariedade” da UE com a Alemanha e lembrou que o bloco comunitário já convocou o representante russo junto à União Europeia, ao mesmo tempo em que informou que Bruxelas continua avançando na preparação de novas sanções. “As tentativas de intimidar a Europa fracassarão”, afirmou ele categoricamente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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