Publicado 11/05/2026 10:31

Os 27 dão luz verde à imposição de sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia e contra altos dirigentes do Hamas

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, em declarações à imprensa antes do Conselho de Relações Externas (CRE), que se realiza nesta segunda-feira em Bruxelas
FRANCOIS LENOIR

Kallas comemora que já “era hora de passar do impasse à ação”, pois “os extremismos e a violência têm consequências”

Os Vinte e Sete aprovam sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia e altos cargos do Hamas

BRUXELAS, 11 maio (EUROPA PRESS) -

Os 27 chegaram nesta segunda-feira a um acordo político para a imposição de sanções contra colonos israelenses pela violência exercida a partir de seus assentamentos na Cisjordânia, e também para aprovar novas medidas restritivas contra altos cargos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

“Os ministros das Relações Exteriores da UE acabaram de dar luz verde para sancionar colonos israelenses pela violência exercida contra os palestinos. Também concordaram com novas sanções contra altos cargos do Hamas”, anunciou a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, em uma mensagem nas redes sociais.

Kallas prosseguiu comemorando que “já era hora de passar do impasse à ação” porque “o extremismo e a violência têm consequências”, em alusão aos despejos, demolições, confiscações e transferências forçadas de palestinos da Cisjordânia por parte dos colonos israelenses.

O acordo, que agora deve ser concretizado no plano jurídico, foi fechado após se alcançar a unanimidade de todos os Estados-membros no Conselho de Relações Externas (CAE), realizado nesta segunda-feira em Bruxelas, uma decisão que a própria Kallas havia solicitado horas antes, depois que na última reunião de ministros não se chegou a nenhum acordo para sancionar Israel por sua ofensiva contra a Palestina e o Líbano.

“Espero que cheguemos a um acordo político sobre as sanções aos colonos violentos. Espero que consigamos”, indicou a política estoniana, lembrando que, embora haja “diferentes assuntos que estão há muito tempo em discussão” apresentados por alguns Estados-membros, como a suspensão total ou parcial do Acordo de Associação UE-Israel, nesses casos não existe a unanimidade necessária.

Embora ainda não haja unanimidade nem maioria qualificada para a suspensão do Acordo de Associação com Israel, fontes diplomáticas assinalaram que essas sanções contra os colonos ocorrem ao mesmo tempo em que avançam os trabalhos sobre medidas comerciais para os produtos provenientes dos assentamentos ilegais.

Segundo essas mesmas fontes, essas medidas restritivas são “um sinal e um passo importante” para relembrar que a União Europeia se mantém “firme” no respeito ao Direito Internacional e que, da perspectiva da UE, “não pode haver dois pesos e duas medidas”.

Outras fontes europeias indicaram à Europa Press que este é um “primeiro passo”, mas ressaltaram a necessidade de “ir mais longe”, especialmente no que diz respeito à comercialização de produtos provenientes dos assentamentos na Cisjordânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado