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A UE prepara um exercício conjunto para reforçar a proteção das infraestruturas críticas europeias
BRUXELAS, 2 set. (EUROPA PRESS) -
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia discutirão nesta quarta-feira, em uma reunião informal na Irlanda, qual resposta dar à Rússia pelo ataque fracassado com drones-bomba registrado no mês passado no aeroporto de Leipzig, que a Alemanha atribuiu nesta terça-feira à Rússia, em meio a manifestações de condenação por parte dos demais países europeus.
Foi o que detalhou nesta quarta-feira em declarações à imprensa a Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, que afirmou que o ataque “apresenta todos os indícios” de terrorismo patrocinado por um Estado, o russo.
“Todos (os ministros) falarão sobre os ataques em Leipzig (...) A questão é: o que faremos a respeito? Já convocamos os embaixadores russos, assim como fizeram muitos Estados-membros, e discutiremos o que mais podemos fazer”, afirmou ela, esclarecendo, no entanto, que essa reunião — denominada Gymnich — é informal e, portanto, não serão tomadas decisões.
Kallas apontou para a possibilidade de ampliar ainda mais a lista de sanções europeias contra Moscou, que já inclui cerca de 600 nomes relacionados ao complexo militar russo, e revelou que os Estados-membros propuseram novas inclusões que agora devem passar por uma análise jurídica antes de poderem ser aprovadas.
Ela também considerou que “esses ataques híbridos” devem servir também como “alerta” para aqueles países que, até agora, não se mostraram tão firmes diante da Rússia. “Se quisermos pôr fim a esta guerra, todos precisamos concentrar nossos esforços”, declarou, antes de classificar o episódio de Leipzig como “um sinal muito forte”.
A chefe da diplomacia europeia destacou, além disso, o apoio unânime dos 27 Estados-Membros à Alemanha após o ataque. “Ainda esta manhã tivemos conversas e os alemães ficaram muito gratos pelo apoio de todos os Estados-Membros”, indicou ela, para ressaltar que essa “resposta unificada” é o que a UE precisa neste momento.
PROTEÇÃO DE INFRAESTRUTURAS CRÍTICAS
Por outro lado, Kallas explicou que a UE está preparando um exercício conjunto para reforçar a proteção das infraestruturas críticas europeias, uma questão que os ministros da Defesa já abordaram nesta terça-feira e que os ministros das Relações Exteriores voltarão a tratar durante seu encontro de hoje na Irlanda.
Em particular, ele reconheceu as dificuldades em monitorar as infraestruturas submarinas contra possíveis atos de sabotagem, devido à menor visibilidade em comparação com as instalações terrestres, embora tenha destacado que existem novas tecnologias capazes de reforçar sua proteção.
“Existem novas ferramentas que podemos utilizar, como drones submarinos e tudo mais, e também podemos aprender com as inovações desenvolvidas pela Ucrânia”, explicou Kallas, que defendeu que há “possibilidades de fazer mais” para monitorar e proteger essas infraestruturas.
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