Os ministros das Relações Exteriores da UE receberão seus homólogos da Ucrânia e do Canadá e realizarão uma reunião de alto nível com a Síria
BRUXELAS, 10 maio (EUROPA PRESS) -
Os ministros das Relações Exteriores dos 27 discutirão nesta segunda-feira, em Bruxelas, a imposição de novas sanções contra os responsáveis russos pelo sequestro de crianças ucranianas, bem como medidas restritivas contra os colonos israelenses pela violência exercida a partir de seus assentamentos na Cisjordânia.
Ambos os processos poderão receber o aval político definitivo nesta segunda-feira no Conselho de Relações Externas (CAE), que se realiza na capital comunitária, caso se alcance a unanimidade necessária entre todos os Estados-Membros para sua aprovação, segundo informaram fontes europeias.
As sanções relacionadas à deportação e transferência forçada de crianças ucranianas para a Rússia são as que têm mais chances de serem aprovadas, já que está previsto que sejam formalizadas após uma reunião presencial bilateral com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, primeiro; e com a chefe da diplomacia do Canadá, Anita Anand, em seguida.
Segundo fontes comunitárias, essas medidas restritivas afetariam 20 novas pessoas e entidades responsáveis por essas práticas, somando-se às 108 já sancionadas por esse motivo, uma vez que os ministros começarão a debater o 21º pacote de sanções contra a Rússia com o objetivo de que seja aprovado antes do verão.
A União Europeia, explicaram essas mesmas fontes, coordenou “nos bastidores” com os parceiros do G7, incluindo países como o Reino Unido e o Canadá, para que anunciem medidas restritivas semelhantes em relação ao sequestro de crianças de forma concertada, a fim de reforçar a mensagem de que esses atos não ficarão impunes.
De fato, após o término do CAE, está agendada uma reunião de alto nível da Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas, que será copresidida pela Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, pela comissária para o Alargamento, Marta Kos, juntamente com os ministros da Ucrânia e do Canadá.
POSSÍVEL ACORDO POLÍTICO CONTRA COLONOS
Depois que os Vinte e Sete não conseguiram, na última reunião do CAE, chegar a um acordo sobre sanções políticas ou comerciais contra Israel por seus repetidos ataques à Palestina e ao Líbano, os ministros abordarão a aprovação de medidas restritivas contra os colonos violentos na Cisjordânia.
Segundo fontes europeias, os ministros estão “cada vez mais próximos” de um acordo político para sancionar os colonos, já que há a percepção de que se está alcançando a unanimidade, sobretudo após a derrota nas eleições na Hungria do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, que vinha bloqueando repetidamente qualquer tipo de sanção contra Israel.
As sanções contra colonos violentos poderiam fazer parte de um pacote mais amplo que inclua também medidas contra membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). A lógica de Bruxelas é agrupar, sob uma mesma categoria, todos os atores que impedem ativamente qualquer avanço em direção a uma solução de dois Estados.
BALCÃS, ORMUZ E SEGURANÇA ESTRATÉGICA
Além das sanções, os ministros iniciarão o dia com um café da manhã informal com seus seis homólogos dos Balcãs Ocidentais, com quem está previsto abordar os principais acontecimentos geopolíticos, o interesse comum em promover a estabilidade e a segurança na região, bem como a cooperação em matéria de Política Externa e de Segurança Comum, entre outros assuntos.
No que diz respeito ao Oriente Médio, o Conselho prevê avançar na criação de um quadro de sanções para aqueles que obstruam a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, após os ministros terem alcançado, na última reunião, um acordo político contra os responsáveis pelo bloqueio dessa rota marítima.
Kallas também apresentará aos seus homólogos uma atualização confidencial da Análise Integral de Ameaças, documento que servirá de base para a futura Estratégia de Segurança da UE, prevista para julho.
Após o CAE, a agenda será completada com um diálogo de alto nível sobre a Síria, centrado na estabilidade regional e no retorno dos refugiados, servindo de antecâmara para a reunião dos ministros da Defesa na terça-feira, que debaterá a preparação industrial militar dos Estados-Membros.
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