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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que “não haverá mais eleições” no país que governa desde 2007, acusando a oposição de querer enriquecer às custas do setor público, e apontou para “leis” para consolidar sua intenção de impedir qualquer plebiscito.
“Eles (a oposição) já tentaram agir às escondidas, já gostariam de ganhar eleições para concretizar os projetos das escolas. Que esqueçam isso, aqui não haverá mais eleições”, afirmou ele no 47º aniversário da vitória da Revolução Sandinista.
Continuando, o líder sandinista, que governa ao lado de sua esposa, Rosario Murillo, insistiu que “não haverá mais eleições para que eles tentem, por aí, tomar o governo, tomar o poder”.
“E vamos trabalhar com as assembleias nacionais e com as organizações competentes”, antecipou ele, afirmando que “é preciso criar leis que ergam uma barreira, um bloqueio contra os golpistas, contra os traidores da pátria”, em alusão à oposição, para que “por mais dinheiro que os ianques lhes dêem” eles não consigam chegar ao Executivo nicaraguense.
Em seu discurso, ele alegou que seus oponentes “vivem conspirando, conspirando, organizando, buscando formas de organizar partidos para que, em uma eleição (...), esses partidos vençam as eleições”. “E aqui acaba a história de que os partidos criados pelos ianques, criados pelos somocistas (em referência aos partidários do ditador Anastasio Somoza) voltarão ao governo: Jamais, jamais, jamais”, concluiu.
O ex-guerrilheiro e secretário-geral da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que conseguiu derrubar a ditadura da família Somoza e assumiu o poder em 1979 seguindo o exemplo da guerrilha cubana, governa a Nicarágua desde que assumiu o governo pela segunda vez, em 2007. Agora, aos 80 anos, ele continua no Executivo, que dirige ao lado de Rosario Murillo, que atualmente ocupa o cargo de copresidente do país, após ter exercido, entre 2017 e 2025, o cargo de vice-presidente, cargo extinto após sua promoção.
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