Publicado 17/04/2026 01:50

O Oriente Médio acolhe com satisfação o cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano

O Egito exige a "retirada completa e imediata" das tropas israelenses e insta a comunidade internacional a "garantir a sustentabilidade" do cessar-fogo

PEQUIM, 17 de abril de 2026  -- Soldados do exército libanês inspecionam a ponte de Qasmiyeh, destruída por ataques aéreos israelenses em Qasmiyeh, no Líbano, em 16 de abril de 2026.   Aviões de guerra israelenses realizaram dois ataques aéreos consecutiv
Europa Press/Contacto/Ali Hashisho

MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -

A maioria dos países do Oriente Médio comemorou nesta quinta-feira o cessar-fogo de dez dias acordado entre o Líbano e Israel, que entrou em vigor às 23h, embora o Exército do Líbano tenha denunciado violações do acordo por parte das tropas israelenses nas primeiras horas de vigência do acordo, que deveria suspender temporariamente as hostilidades entre Israel e o partido-milícia xiita libanês Hezbollah, objetivo declarado da campanha militar israelense que já deixou quase 2.200 mortos.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita manifestou sua “satisfação” com o anúncio do acordo em um comunicado no qual elogiou “o importante e positivo trabalho” do presidente do Líbano, Joseph Aoun, bem como do Executivo liderado pelo primeiro-ministro Nawaf Salam e do presidente do Parlamento, Nabih Berri.

Além disso, reafirmou “seu apoio ao Estado libanês na extensão de sua soberania, garantindo que as armas permaneçam exclusivamente nas mãos do Estado e de suas instituições legítimas”, em alusão velada ao desarmamento do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, bem como “aos seus esforços para preservar os recursos, a integridade territorial e a segurança do Líbano”, atualmente invadido pelo sul por Israel.

Da mesma forma, a diplomacia dos Emirados Árabes Unidos (EAU) se pronunciou sobre esses dois aspectos, apoiando os “esforços para garantir que as armas permaneçam exclusivamente nas mãos do Estado e para desmantelar as organizações terroristas”, ao mesmo tempo em que destacou “seu firme compromisso de apoiar a unidade, a soberania e a integridade territorial do Líbano”.

Além disso, Abu Dabi, que “elogiou os esforços diplomáticos liderados pelo presidente (dos Estados Unidos, Donald) Trump para facilitar este acordo", também expressou sua "esperança de que este avanço constitua um passo positivo (...) para a estabilidade regional" e enfatizou "a importância de uma coordenação internacional eficaz e contínua para prevenir uma maior escalada e mitigar as repercussões humanitárias e de segurança em toda a região".

Seus comunicados contêm os principais pontos que também foram destacados, em mensagens semelhantes, pelos ministérios das Relações Exteriores do Catar, Omã e Bahrein no âmbito do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo, bem como pelo da Síria, fora dessa organização.

Da mesma forma, o Ministério das Relações Exteriores egípcio também expressou seu “aprovação”, destacando o acordo como um avanço em direção, entre outros, ao “fim da agressão israelense no Líbano”.

De fato, a esse respeito, o ministério sublinhou “a necessidade do compromisso de Israel de cessar todos os ataques militares contra o Líbano”, ao mesmo tempo em que transmitiu “seu apoio inabalável à unidade do Estado libanês e à necessidade de respeitar sua soberania e integridade territorial”.

“O Egito reitera também sua posição sobre a necessidade da retirada completa e imediata de Israel do território libanês e da aplicação, sem distinção, da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”, aprovada em 2006 e que exige o cessar-fogo total entre Israel e o Hezbollah, a retirada das forças israelenses do Líbano — para sua substituição por forças libanesas e da UNIFIL — e o desarmamento de grupos armados como o grupo xiita.

Da mesma forma, o Egito exortou a comunidade internacional “a assumir suas responsabilidades para garantir a sustentabilidade do cessar-fogo, o que contribuirá para aliviar o sofrimento da população civil libanesa, garantir a entrega segura e contínua de ajuda humanitária e facilitar o retorno das pessoas deslocadas às suas cidades e vilas”.

As mensagens dos citados Ministérios das Relações Exteriores chegaram no calor do acordo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora o Exército libanês já tenha denunciado, poucas horas depois, que as tropas israelenses teriam violado o compromisso, dando continuidade às hostilidades de sua campanha militar, incluindo uma invasão que já deixou em seu vizinho do norte quase 2.200 vítimas fatais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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